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Bastidores

Câmara Municipal de Alcácer do SalProcede à limpeza da estação arqueológica da Fonte Santa no Torrão

A equipa do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai proceder a partir do dia 15 à limpeza da estação arqueológica da Fonte Santa, localizada no Torrão.

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Câmara Municipal de Alcácer do Sal Procede à limpeza da estação arqueológica da Fonte Santa no Torrão

Por Jornal Rostos

Trata-se da limpeza do espaço de forma a conservar as estruturas daquele núcleo arqueológico. Datada dos Séculos I /V d. C.
Descrição: No século XIX foi identificada por Leite de Vasconcelos no lugar denominado de Fonte Santa “... uma pequena construcção romana, feita de opus signinum, e que talvez fosse depósito de ágoa; em volta, muitos fragmentos de tegulas …” (Vasconcelos, 1989 p. 60). :
Durante as escavações arqueológicas efetuadas com a construção do novo centro escolar da Vila do Torrão foram colocados à vista um conjunto de tanques, : tanto de formato retangular como quadrangular de dimensões variáveis e a descoberta de parte de um mosaico : Ainda não escavado na íntegra, o motivo visível corresponde a uma banda de perfil geométrico a preto e branco, integrável numa cronologia do século I d.C. É de salientar o aparecimento de três enterramentos: no interior de um dos tanques. Corresponde a uma prática bastante frequente depois do abandono de um espaço. Uma vez desativadas as funções iniciais para que era utilizada a estrutura, a sua construção e formato levou a que fossem reutilizados enquanto zona de enterramentos. A hipótese interpretativa colocada aponta para a existência na Vila do Torrão de um complexo termal, associado a uma villa romana com uma ocupação entre o século I a.C. /V d.C.
Espólio – Durante as escavações o espólio exumado até ao momento é composto por moedas, terra sigillata, cerâmica comum e de construção. De destacar a descoberta de duas sepulturas nas proximidades da área de implantação desta villa romana, no denominado Penedo Minhoto. Correspondem a inumações já com escassos vestígios ósseos. A sua estrutura é formada por tegulae e lateres vulgares dispostos de modo vertical sem cobertura, a base é argilosa. O espólio recolhido é constituído dois púcaros, um pratel em cerâmica comum e oito pregos em ferro por sepultura. A sua cronologia aponta para finais do século II d.C.
Síntese de intervenções: Estudada sumariamente por Leite de Vasconcelos no início do século XX, esta estação foi objeto de duas campanhas de escavações nos 2009 e 2010, realizadas pelas arqueólogas Ana Catarina Cabrita e Marisol Ferreira.

11 de setembro

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