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Bastidores

AML reuniu com a comissão e diversas estruturas sindicais representativas dos cerca de 1400 Trabalhadores do Metropolitano de Lisboapara abordar as questões relacionadas com o futuro modelo de gestão do Metro

A Comissão Executiva da Área Metropolitana de Lisboa (AML) reuniu hoje com a Comissão e diversas estruturas sindicais de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, para abordar as questões relativas ao futuro modelo de gestão da empresa Metro de Lisboa, analisando ainda as consequências de uma possível concessão dessa gestão do Metro a empresa privada.

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AML reuniu com a comissão e diversas estruturas sindicais representativas dos cerca de 1400 Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa para abordar as questões relacionadas com o futuro modelo de gestão do Metro

Por Jornal Rostos

Esta reunião, a pedido da Comissão de Trabalhadores e subscrito pelas organizações representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (STRUP, STTM, SINDEM, SITRA, FETESE, SENSIQ e SERS), surge na sequência das posições divulgadas na Comunicação Social a propósito do futuro do Metro de Lisboa – Entidade Pública Empresarial, sua titularidade, propriedade da dívida e serviço de operação e manutenção.

Os representantes das organizações de trabalhadores procuraram sensibilizar a Área Metropolitana de Lisboa e os 18 municípios que a integram para a necessidade da defesa do serviço público de transportes, mostrando-se disponíveis para colaborar com as autarquias na sua intervenção relativamente ao futuro da empresa, quer ao nível das questões de competência técnica, quer ao nível das questões da segurança. Em sua opinião, a entrega da concessão a privados em nada beneficiará nem os trabalhadores, nem utentes, que são na sua maioria cidadãos da área metropolitana de Lisboa.

Da parte da Comissão Executiva, o Secretário Metropolitano Dr. João Pedro Domingues referiu que as questões da mobilidade e dos transportes têm sido uma preocupação da AML, estando em atividade um grupo de trabalho composto por eleitos e técnicos, coordenado pela Comissão Executiva, que se tem batido nos últimos tempos pela reformulação e expansão do sistema tarifário na AML, com preços apelativos e com a integração de todos os operadores.

O Primeiro-Secretário Metropolitano, Eng.º Demétrio Alves, concluiu a reunião dizendo que através de diversos estudos desenvolvidos pela AML na área da mobilidade e dos transportes nos últimos anos é possível identificar diversos problemas no sistema metropolitano de transportes que têm impactos socioeconómicos e ambientais negativos.
Assim, referiu, registam-se hesitações, adiamentos e falhas graves no planeamento e gestão do sistema no seu conjunto que, não obstante a elevada qualidade do Metro de Lisboa, também a têm vindo a afetar.

Defendeu que para fazer face a esses problemas é necessário que a coluna vertebral do sistema de transportes seja esfera pública, até porque o financiamento do sistema tem de ter em conta o custo-benefício de interesse público.

Acrescentou que tentar encontrar no “binómio privatização/ regulação” as respostas aos problemas acumulados, não traz valor acrescentado real para as populações, nem para as empresas e o ambiente, e que a solução para a concessão da gestão da empresa pode passar por uma solução municipal, desde que esta não perca nunca de vista os interesses metropolitanos, centrados no interesse público, nos valores sociais e humanos enquanto fatores de desenvolvimento económico e de qualidade de vida da população.

Manifestou a disponibilidade de AML para colaborar, no âmbito das competências que lhe são atribuídas por lei, na defesa do serviço público de transportes.

Fonte - AML

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