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Bastidores

Novo Terminal de Contentores do Porto de Lisboa no Barreiro «é exequível»

Em conferência de Imprensa realizada hoje, 8 de janeiro, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, o Presidente do Instituto da Mobilidade (IMT) e dos Transportes, João Carvalho, e o responsável de Projetos da Unidade de Redes Transeuropeias - DG MOVE, da Comissão Europeia, José Laranjeira Anselmo, são unânimes em considerar “exequível” a localização do Terminal de Contentores do Porto de Lisboa, no Barreiro.

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Novo Terminal de Contentores do Porto de Lisboa no Barreiro «é exequível»

Por Jornal Rostos

A convite do Município do Barreiro, João Carvalho e José Laranjeira, acompanhados pelo Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, e os vereadores Sofia Martins e Rui Lopo realizaram uma reunião de trabalho e visitaram a zona ferroviária e apreciaram o terreno onde está prevista a construção do Terminal.
Este encontro foi, para Carlos Humberto de Carvalho, “útil e muito interessante”. Esta foi uma oportunidade para “refletir sobre as questões do novo Terminal de Contentores no Barreiro, a acessibilidade e a sua inserção urbana”. Adiantou terem trocado impressões sobre os apoios comunitários destinados a esta infraestrutura e o interesse que a União Europeia tem, neste momento, nas redes transeuropeias.
Foram ainda feitas referências aos Transportes Colectivos do Barreiro e à sua inserção na vida local e regional.

No sentido de refletir com outras entidades, o Presidente da CMB admite a eventualidade de uma visita a Bruxelas, no sentido de avaliar as possibilidades e necessidades tendo em conta as antigas zonas industriais da CUF/Quimigal e da CP.

“Acessibilidades ótimas”
Na sua segunda visita ao Barreiro, João Carvalho confessa que, cada vez mais, “verifico que deve ser tomada a decisão de construir o Terminal aqui no Barreiro”. Em relação às acessibilidades existentes, “não há dúvida que são ótimas quer fluviais, quer rodoviárias, quer ferroviárias”.

Última Oportunidade para o Quadro de Apoio até 2020

José Laranjeira Anselmo afirmou que o Quadro de Apoio até 2020, no âmbito do Fundo de Coesão, constitui a última oportunidade para Portugal. O Terminal de Contentores no Barreiro é um grande projeto português que poderá ser aprovado neste âmbito.
Para José Laranjeira Anselmo, o Terminal de Contentores no Barreiro “é exequível. O Barreiro apresenta-se como um dos elementos de desenvolvimento do Porto de Lisboa”. Adiantou, ainda, que “se for o desejo do Governo Português e da CMB faremos o possível para apoiar o investimento”.
Contextualizou a Europa dos 28 estados membros, realçando ser necessária “uma cooperação rede transeuropeias de transportes, com um denominador comum, para que todos os estados membros saibam que redes de transportes há no país vizinho. Portugal terá de ter uma visão estratégica para servir 900 milhões de habitantes (com a inserção dos Estados Unidos e Canadá) com poder de compra muito superior ao da China”.

Explicou que, pela primeira vez, as redes transeuropeias de transportes receberam o maior volume de apoio do Quadro Comunitário. “No caso concreto só os transportes têm 27 mil milhões de euros de fundos comunitários (fundos de investimento). Que tipo de atividade? Servir o comércio, a mobilidade servir as mercadorias e as pessoas e servir a Europa e os Estados Unidos, assegurando a ligação da Costa Ocidental da Europa à parte central”. No caso de Portugal, existem três portos - de Leixões, Lisboa e Sines -, cada um deles com suas valências e todos são necessários. “O de Lisboa terá de crescer de forma ordenada e respeitando a qualidade de vida das pessoas”.

Com a ajuda de uma planta referente à zona portuária foi indicada a zona concreta do Terminal e a zona industrial Baía Tejo que continua a ter uma plataforma logística e tecnológica.

A construção da Terceira Travessia do Tejo será compatível com a implantação do Terminal de Contentores. Segundo o Presidente da CMB, os estudos da Terceira Travessia do Tejo estão a ser reavaliados. Será alargado o IC 21 para seis faixas entre o nó do Galitos e o Hospital e a partir daí sairá uma via em direção ao território do Porto e uma parte desta será enterrada.

Quanto à ferrovia estão duas hipóteses em aberto. Uma é manter os canais existentes, melhorando a sua inserção urbana. A solução que a CMB prefere será a construção de uma via ferroviária em direção ao Terminal de Contentores, logo após a Estação do Lavradio, passando na zona das instalações dos TCB.

Para o Presidente da CMB o Terminal de Contentores “pode dar um input para que o território da Siderurgia, da Margueira (Lisnave) possam ser requalificados, para tal a ligação Seixal – Barreiro (rodoviária) é indispensável”.

Recorde-se que a CMB enviou o parecer à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro, após período de consulta pública.

Recorde-se que a CMB, APL – Administração do Porto de Lisboa, Baía do Tejo, EP – Estradas de Portugal e Rede Ferroviária Nacional – REFER assinaram, a 3 de dezembro, um Protocolo de Cooperação “tendo em vista o aprofundamento dos estudos da construção do Terminal de Contentores do Barreiro e da ALITA (Área Logística Industrial e Tecnológica Anexa)".
A primeira reunião deste grupo de trabalho está marcada para os próximos dias.
Foi, ainda, celebrado em dezembro um protocolo entre a CMB, a Ordem dos Arquitetos a APL e a Baía do Tejo.

Fonte - CMB

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