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Bastidores

«ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO DO BARREIRO - BARREIRO 2030»TERMINAL PORTUÁRIO NO BARREIRO NO CENTRO DA REFLEXÃO
- 2ª Reunião do Conselho Estratégico

Num ambiente bastante participado, rico e criativo nas reflexões e conclusões produzidas, decorreu no passado sábado, 17 de janeiro, na Escola de Fuzileiros, a segunda reunião do Conselho Estratégico (CE), no âmbito do processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e da construção da “Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2030”.

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«ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO DO BARREIRO - BARREIRO 2030» TERMINAL PORTUÁRIO NO BARREIRO NO CENTRO DA REFLEXÃO - 2ª Reunião do Conselho Estratégico

Por Jornal Rostos

A eventual construção do novo Terminal de Contentores de Lisboa no Barreiro teve principal destaque enquanto infraestrutura atrativa de um conjunto de fatores disruptivos pela positiva da realidade futura do Concelho. O grupo considerou, ainda, como aspetos a ter em conta, a necessidade regional de uma ponte Barreiro-Lisboa, do território da QUIMIPARQUE como polo de desenvolvimento local e de internacionalização da economia regional e nacional, as frentes de rio, a Reserva Natural da Mata da Machada e Sapal do Coina, e os aspetos culturais, particularmente aqueles que apelam as raízes culturais do Barreiro.

Para além da presença de dezenas de personalidades do Concelho nesta sessão, estiveram o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, o Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento, Ambiente, Mobilidade, Gestão e Regeneração Urbana do Concelho, o arquiteto João Paulo Lopes, responsável pela coordenação do processo de revisão do PDM e elementos do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU), o professor Jorge Gaspar, Presidente e professor universitário, Sérgio Barroso, Associado-Diretor, e Heitor Gomes, Diretor-Adjunto.

A iniciar a sessão, o Vereador Rui Lopo deu as boas-vindas aos membros do CE numa altura em que é necessário “incorporar os vossos contributos nesta estratégia e importa, agora, dimensionar o modo como vamos trabalhar daqui para a frente”, informou.

O “Diagnóstico e a Metodologia de Cenarização – Barreiro 2030” foram apresentados por Sérgio Barroso. Explicou a forma como o CEDRU chegou ao diagnóstico e explicou que o momento é de discussão de cenários com vários eleitos do Concelho, para se chegar a um programa de intervenções.

Recordou que a Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2030 assenta em três dimensões:
Barreiro Competitivo: Afirmar o Barreiro como polo económico estruturador da internacionalização produtiva da Região de Lisboa, apoiado nas suas vantagens locativas, na capacidade empreendedora e em capital humano altamente qualificado;
Barreiro Inclusivo: valorizar o Barreiro como uma comunidade inclusiva, solidária e geradora de oportunidades de participação social, económica e cívica e de plena realização para crianças e jovens, para os idosos e para famílias.
Barreiro Sustentável: Criar um território resiliente e de grande qualidade ambiental, apoiado num sistema urbano policêntrico, em espaços públicos qualificados, numa mobilidade ecoeficiente e em espaços naturais protegidos.

Em relação aos fatores críticos, referiu que estes estão divididos em três dimensões: capital humano, investigação e desenvolvimento.
No Barreiro, existe uma maior necessidade de articulação entre o sistema educativo e formativo, promovendo a aprendizagem ao longo da vida e a qualificação da população ativa.
Na última década, o capital humano apresenta uma grande percentagem de qualificação superior.
Existe uma especialização ao nível da saúde. “É um sector que cresce positivamente no Concelho. Há competências e atividade de natureza pública, na área social e de saúde. A Terceira idade tem respostas neste Concelho”.

Desafios para o futuro
Foram explanados os desafios no acesso à habitação e à requalificação ao edificado, em relação à sustentabilidade demográfica, inclusão social e saúde pública, vida comunitária, habitação e condições de alojamento.
Não foram esquecidos os desafios ao nível do ambiente urbano, recursos hídricos, os riscos ambientais, atividade agrícola, entre outros.
Foram, ainda, referenciados os desafios do desenvolvimento económico, ao nível das AUGI’S do Concelho.

Sergio Barroso Identificou seis grandes projetos estruturantes para o desenvolvimento do Concelho: a Terceira Travessia do Tejo, o Terminal de Contentores, a ligação rodoviária entre Barreiro e Montijo, a ligação Barreiro/Seixal, a ligação do Metro Sul do Tejo e o Plano de Urbanização (PU) da Quimiparque.

Reflexão Estratégica do CE
Os Membros do CE foram distribuídos em três grupos, para discutirem:
Quais os principais impactos positivos e negativos dos Projetos Estruturantes e tendências externas e tendências internas?
Como aproveitar as oportunidades criadas e minimizar as implicações negativas?
Quais devem ser as prioridades?

No período de apresentação de conclusões, o grupo que discutiu os projetos estruturantes defendeu que o Terminal de Contentores terá de ser uma prioridade, mas não deve condicionar a construção da Terceira Travessia do Tejo Barreiro/Chelas. O MST, a Quimiparque e o território ferroviário devem ser entendidos como uma aposta.
Como prioridades mais estratégicas, identificou a necessidade de criar polos de desenvolvimento para o Barreiro, contrariar a imagem estigmatizante que o Barreiro continua a manter e potenciar a capacidade instalada no Hospital do Barreiro.

Por seu lado, o grupo que abordou as tendências externas realçou os aspetos fundamentais para atração de emprego, criando incentivos e alinhar a colaboração estreita entre Autarquia/Baía do Tejo/ investidor. Considerou fundamental a criação de uma marca identitária do Barreiro.
Ao nível do turismo, concluiu ser necessário melhorar as referências de acolhimento.
Em relação ao ensino, a ligação do ensino secundário e superior deve ser uma matriz a manter-se.

Como prioridades foi identificada a necessidade de uma urbanidade, ou seja, as pessoas não querem só uma casa, querem emprego e vivência social. Para tal, defende que o Barreiro terá de apostar nessa diversidade para atrair o desenvolvimento.

O grupo que discutiu as tendências internas destacou a importância da escola pública para o desenvolvimento do Concelho e da criação de uma imagem positiva do Barreiro.

Em relação às mudanças para o Barreiro para 2030, Jorge Gaspar defendeu que o Terminal de Contentores é uma grande oportunidade para o desenvolvimento do Barreiro.

O balanço dos trabalhos foi realizado pelo Presidente da CMB. Apresentou duas grandes conclusões: as questões portuárias e os aspetos económicos fundamentais para a criação de emprego. O trabalho e desenvolvimento económico têm de estar ligados à produção.
Apesar que ainda não haver decisão do Governo em relação à localização do Terminal de Contentores, este projeto “é seguramente bom para o País”. Realçou o facto do Município “tudo fazer para que a opção seja Barreiro”.
Segundo adiantou Carlos Humberto de Carvalho, está marcada para esta semana a visita de uma comitiva dinamarquesa (um dos investidores interessados). Em relação às questões técnicas e portuárias, informou que “é possível construir o Terminal, permitindo a vinda de navios com 14 metros de profundidade”. Quanto ao investimento necessário para a dragagem inicial e de manutenção, o Presidente esclareceu que não chegam a dois milhões de euros/ano, um valor que para o Estado e para os investidores não constitui um problema.

Após o almoço, seguiu-se a visita ao Museu do Fuzileiro que apresenta uma coleção de objetos sobre a História e a evolução dos Fuzileiros em Portugal, para além de vestígios do que foi o Complexo Real de Vale de Zebro.

Visita de Campo
Seguiu-se a visita de campo à frente ribeirinha do território da Baía do Tejo. De referir que neste parque empresarial estão instaladas cerca de 150 empresas.
Colocou-se a seguinte questão aos membros do CE: “como aproveitar as novas oportunidades da Quimiparque/ Baia do Tejo?” Em relação à implantação do Terminal de Contentores de Lisboa no Barreiro, o administrador Sergio Saraiva informou que este será implantado numa área de 100 hectares entre o Terminal de líquidos da Tanquipor e o porto da Atlanport , um território sob a administração da Administração do Porto de Lisboa.

De salientar que a referida Estratégia resulta do trabalho articulado entre as equipas técnicas do CEDRU e da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), em afinação sucessiva, em momentos distintos, quer com o Concelho Estratégico, quer com os vários atores políticos (assembleias de freguesia, executivos das juntas de freguesia e assembleia municipal), quer com a população.

O CE é composto por mais de duas dezenas de personalidades do Concelho com reflexão e atividade no quotidiano local, nos mais diferentes sectores de atividades: culturais, desportivas, sociais, associativas, educativas, ambientais, empresariais e ligadas ao empreendedorismo, à economia, à saúde, de diferentes quadrantes políticos.

Fonte - CMB

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