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Bastidores

Debate na defesa da Água pública hoje em AlmadaVítor Proença considera «Reestruturação do Setor Águas» ataque contra Poder Local Democrático

Vítor Proença considera “Reestruturação do Setor Águas” um ataque sem precedentes contra a autonomia política, administrativa e financeira do Poder Local Democrático

O Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, na qualidade de Presidente do Conselho Executivo da AMGAP, Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública no Alentejo participa hoje em Almada (Fórum Cultural Romeu Correia), no “Encontro-Debate”, sob o tema, “A autonomia do Poder Local Democrático na defesa da Água pública”.

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Debate na defesa da Água pública hoje em Almada Vítor Proença considera «Reestruturação do Setor Águas» ataque contra Poder Local Democrático

Por Jornal Rostos

A iniciativa promovida pela AIA – Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal e pela AMGAP – Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública no Alentejo, que em conjunto representam 29 Municípios do Alentejo e da Península de Setúbal e cujos territórios acolhem uma população residente de quase 1 milhão de pessoas, visa discutir e defender o papel determinante da Autonomia do Poder Local através da intervenção direta das suas Autarquias na defesa da Administração e da Gestão Pública da Água ao serviço das populações e do País, apontando alternativas à chamada “Reestruturação do Setor Águas ”, bem como, promover o esclarecimento das populações e de entidades sobre as consequências dessa “Reestruturação”.
Vítor Proença defendeu na sessão de abertura do Encontro- Debate que a realização da iniciativa a decorrer hoje em Almada “prende-se com o facto de estarmos confrontados com o desenvolvimento, nos últimos anos e em particular neste período mais recente, com a produção de um quadro legislativo e regulatório do setor das águas e saneamento, que configura um ataque sem precedentes contra a autonomia política, administrativa e financeira do Poder Local Democrático, em particular no que respeita ao exercício das suas competências em matérias da gestão da água pública”.

O Presidente do Conselho Executivo da AMGAP reiterou ainda que “esta ofensiva contra o Poder Local é concretizada pela progressiva edificação de um regime jurídico de enquadramento do qual se destacam, a alteração à Lei de Delimitação de Setores, a alteração ao regime jurídico dos Sistemas multimunicipais, municipais e intermunicipais, a lei da faturação detalhada, as alterações aos estatutos da ERSAR”. Segundo Vítor Proença, trata-se de “um regime jurídico que visa dar corpo a uma estratégia completamente desenvolvida à margem e contra a vontade dos municípios, em tudo similar ao que sucedeu no setor dos resíduos com o processo de privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF)”.
O Encontro – Debate, subdividido em 2 painéis aborda no I Painel - “O posicionamento dos municípios face ao Processo de Reestruturação do Setor”; II Painel - “O Financiamento e a Regulação do Sector”.
A iniciativa conta com a participação de vários autarcas do país (Inclui CMs, AMs e JFs); Comunidades Intermunicipais (CIMs), do Presidente do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses e Associações de Municípios (AM); Empresas Municipais, Intermunicipais, Multimunicipais e Parcerias Publicas (SPPIA) do sector; Comissões de Utentes e Organizações dos trabalhadores (Sindicatos e ORTs) e ainda de dois deputados da Assembleia da República (PCP e PSD). O Presidente da ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) também marca presença no encontro onde vai ser apresentada a “Declaração de Almada”. Documento que se assume como a afirmação das entidades organizadoras do encontro da alternativa que é necessária para a salvaguarda deste bem público que é a AGUA.

Fonte - CMAS

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