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Bastidores

3ª Sessão Pública do Plano Municipal de AmbienteAutarquia e população analisaram a criação de Corredores Verdes no Barreiro

Como conseguir uma rede de corredores verdes para o Barreiro, usufruindo do espaço e protegendo o sistema natural, foi a questão colocada na 3ª sessão pública do Plano Municipal de Ambiente (PMA), que decorreu a 11 de Dezembro, na Biblioteca Municipal. Os participantes, divididos em três grupos de trabalho, analisaram e apresentaram propostas para uma melhoria ambiental em várias zonas do Barreiro, nomeadamente Percursos na Frente Ribeirinha e Interior do Concelho (1º grupo), Mata da Machada (2º grupo) e Sapal e Várzea de Coina, Alburrica e Avenida Bento Gonçalves e Quintas da Caldeira, dos Moinhos e da Vala Real (3º grupo).

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3ª Sessão Pública do Plano Municipal de Ambiente Autarquia e população analisaram a criação de Corredores Verdes no Barreiro

Por Jornal Rostos

“Atingimos um ponto irreversível na viragem das nossas opções em termos ambientais”, salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB) no início da sessão. Sendo “o verde um sonho numa cidade fustigada pela poluição”, Emídio Xavier pretende que “daqui a uns anos o Barreiro seja visto como um maravilhoso parque”.
As sessões públicas no âmbito do PMA possibilitam à população a discussão e a emissão de opiniões acerca de estrutura ecológica do concelho. Neste sentido, Emídio Xavier considera que “a base das decisões do executivo camarário pode ser sempre um diálogo permanente”. “É necessário que saibamos ouvir os cidadãos para que possamos tomar decisões que possam ser boas para a maioria da população”, referiu o autarca.
Por seu lado, o vereador responsável pelo pelouro do Planeamento e Gestão Urbana abordou o tema da construção de ciclovias, que podem, por exemplo, ligar a Mata da Machada à zona de intervenção do Polis ou a Várzea do Coina. Além de expor as propostas de corredores verdes fundamentais no Barreiro, Luís Pedro Cerqueira referiu outra das preocupações do executivo, designadamente a atenuação dos danos ambientais provocados pelas principais vias da cidade (por exemplo, a Avenida do Bocage e a via rápida).

O que são Corredores Verdes

O professor do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (DCEA-FCT-UNL), José Carlos Ferreira abordou os fundamentos dos Corredores Verdes e da Estrutura Ecológica Municipal que deverá constituir um instrumento de planeamento ambiental e de ordenamento do território.
Trazendo para as cidades espaços livres onde a população pode usufruir da estrutura ambiental, os Corredores Verdes possuem várias funções: ecológica, social e económica. Pode haver vários tipos de corredores, consoante as componentes dominantes, nomeadamente fluviais, recreativos, ecológicos, cénicos e histórico/culturais. O que se pretende para o Barreiro são os Corredores Verdes polivalentes, segundo explicou José Carlos, que visam entre outros aspectos, a manutenção da biodiversidade e o estabelecimento de ligações (ciclovoas, percursos pedonais, etc.)
Segundo o professor da UNL, “pretende-se que as áreas urbanas sejam ilhas dentro dos Corredores Verdes.”

Propostas de acção

O Grupo que analisou os Percursos na Frente Ribeirinha e Interior do Concelho propôs a criação de quatro corredores: nascente (que abrange o IC 21), ribeirinho (com a criação de passeios ribeirinhos e ciclovias em toda a zona litoral, pólos culturais em Coina, recuperação das praias de Alburrica e Copacabana, etc.), sul (que visa, entre outros aspectos, o acesso mais rápido e fácil do aglomerado urbano de Coina à estação ferroviária fazendo o percurso de bicicleta) e norte (que pretende que a linha ferroviária seja um corredor positivo para a vida da cidade. Propô-se a circulação regular de um comboio entre Alhos Vedros, na Moita, e o Terminal do Barreiro e o desenvolvimento de zonas junto à linha, nomeadamente Complexo Desportivo do Fabril, Cordoarias, Bairro das Palmeiras e Quimiparque).
Relativamente à Mata da Machada, o grupo de trabalho propôs a criação de um Centro de Educação Ambiental (para o qual já existem instalações que podem ser adaptadas para o efeito), a utilização de sistemas de informação geográfica na promoção e divulgação da Mata e a valorização da estação arqueológica (em que a prioridade é a criação de uma equipa especializada para continuar as explorações).
Por último, o terceiro grupo a apresentar propostas defendeu, entre outros aspectos, a limpeza da zona da Vala Real e da Quinta da Caldeira, considerando que um dos principais problemas do concelho é a poluição das linhas de água e espaços envolventes. Para a despoluição dos rios, o grupo salientou a necessidade de construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais e a sensibilização da população para as questões ambientais.
Por outro lado, o mesmo grupo propôs a criação de ciclovias e vias pedonais em Alburrica, transformando esta zona como centro de lazer.

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