Seixal toma posição contra a realizaçãodos exercícios militares da NATO e a favor da paz

Por Jornal Rostos
Entende a Autarquia que a NATO é uma aliança belicista, de cariz agressivo e antidemocrático, formada por 28 países da Europa e da América do Norte, e constitui uma extensão do poder militar dos Estados Unidos da América, atuando em função dos seus interesses.
Importa também referir que a NATO foi a ferramenta de múltiplas agressões contra estados soberanos, como a Jugoslávia, o Iraque, o Afeganistão, a Líbia e a desestabilização da Ucrânia, podendo-se considerar como um instrumento de agressão global, que defende a possibilidade de utilização de armamento nuclear num primeiro ataque, que tem um orçamento astronómico, atingindo, no ano passado, 1,8 triliões de dólares na corrida a novos e mais destrutivos armamentos e à guerra.
Num momento em que se multiplicam situações de tensão, de conflito e de guerra - inclusive na Europa e no Mediterrâneo Oriental - e aumenta a insegurança e a instabilidade internacionais, e em que, em vários países, incluindo Portugal, são pedidos “sacrifícios” e retirados os direitos, lançando milhões na pobreza, estes exercícios agressivos só podem ser veementemente repudiados pelos portugueses e portuguesas comprometidos com a causa da paz, da cooperação, do progresso, da soberania e da justiça social. A própria Constituição da República Portuguesa inscreve no seu texto a «dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos».
Desta forma, a Câmara Municipal do Seixal delibera expressar o mais veemente repúdio pelos exercícios belicistas da NATO; exigir das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa, em matéria de desarmamento geral, simultâneo e controlado, de dissolução dos blocos político-militares, o reger-se segundo os princípios de independência nacional, do respeito pelos direitos dos povos, da igualdade entre os estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais e da não ingerência nos assuntos internos dos outros estados e exigir ainda o cumprimento das determinações da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional, pela soberania dos Estados, pelo direito à autodeterminação e pela igualdade de direitos dos povos, pelo direito à paz.
Fonte - CMS













