Rede Social do Barreiro“A Família no Barreiro – Que respostas educativas para as crianças dos 4 meses aos 5 anos?”

Por Cátia Pacheco
No início da conferência, Amílcar Romano salientou a importância de se debater os problemas da infância, “falar da infância é debater os problemas no início da formação de quem um dia será jovem e adulto.”
É na idade do berçário, que os problemas são mais acentuados e, é também aqui que reside a maior dificuldade de respostas, “é aqui que as respostas têm de ser mais estruturadas. O berçário não pode estar muito afastado da área de residência dos pais,” mencionou o vereador.
No que diz respeito ao pré-escolar, a resposta é mais eficaz, Amílcar Romano ressalva, “podem existir algumas necessidades, mas já temos uma rede considerável, tendo em conta o plano nacional.”
Nos últimos anos, em termos de rede pública houve um salto qualitativo, “demos respostas a várias freguesias, nomeadamente, Santo André, Lavradio, Verderena, Penalva,...”
No entanto, estes investimentos, para a autarquia, são bastante elevados, revelou o vereador.
Na opinião de Amílcar Romano, a resolução do problema está associado à própria tranquilidade da família, a que está estruturada e a que não está.
A facilidade de relação entre técnicos dos diversos estabelecimentos, são também um contributo para se atingir os objectivos, “maior qualidade e excelência,” que segundo o vereador, “é o que procuramos.”
“O facto mais importante para o desenvolvimento é o afecto às crianças”
Conceição Banza, do Instituto de Segurança Social, Serviço de Acção Social do Barreiro considera que a creche não é, na sua essência, uma resposta educativa, mas sim social, “o facto mais importante para o desenvolvimento é o afecto às crianças,” garante a educadora.
No que diz respeito aos jardins-de-infância, Conceição Banza ressalva que estes são mais vocacionados para as necessidades da criança e não já tanto da família.”
Piedade Barbeiro, da Equipa Coordenadora de Apoios Educativos Barreiro/Seixal mencionou a importância que se tem dado, nos últimos tempos, ao impacto da criança e à forma como esta é educada, tendo em conta a evolução do conceito de educação.
Na opinião de Piedade Barbeiro, “toda a comunidade é responsável pela educação da criança, porque todos nós somos modelos.”
Teresa Bataglia e Maria José, professora e educadora respectivamente, do Agrupamento de Escolas da Verderena deram também o seu testemunho, tendo em conta, a experiência vivida, “quanto mais pequena é a criança, melhor deve ser a qualidade dos profissionais,” salientam.
No Agrupamento de Escolas da Verderena existem quatro salas do pré-escolar, “o problema é como se faz a selecção das crianças. As inscrições são feitas por educadoras, para haver um maior contacto com as famílias,” revelam.
Helena Pereira, vice-presidente do jardim-de-infância D. Pedro V salienta a necessidade, cada vez maior, de se articularem esforços.
O jardim-de-infância D. Pedro V enquanto IPSS, vive de comparticipações do estado e, das famílias em consonância com os rendimentos, “apoiamos as famílias desfavorecidas, cada vez existem mais,” salienta Helena Pereira.
No final, o balanço da conferência foi positivo. “É importante continuarmos a desenvolver este tipo de debates,” salientou Amílcar Romano, que também realça a facilidade de articulação das associações na resolução dos problemas.
O vereador prometeu ainda que a autarquia vai continuar a acompanhar todo o trabalho.













