Saltar para o conteúdo
Bastidores

Interposta pelos Transportes Sul do TejoProvidência cautelar contra Câmaras da Moita e do Barreiro atrasa entrada dos TCB’s no concelho da Moita

Rui Garcia, Presidente da Câmara da Moita está convicto de que os municípios têm a razão jurídica do seu lado e que rapidamente os TCB’s estarão a circular no concelho da Moita

Apesar do compasso de espera pela decisão do Tribunal, o vereador da autarquia da Moita, Miguel Canudo, garantiu que o processo não está parado. “Continuamos a trabalhar no terreno, nomeadamente na colocação das novas paragens que irão servir a nossa população”, frisou.

3 min de leitura
Interposta pelos Transportes Sul do Tejo Providência cautelar contra Câmaras da Moita e do Barreiro atrasa entrada dos TCB’s no concelho da Moita

Por Jornal Rostos

Foi numa conferência de imprensa realizada na manhã do dia 22 de dezembro, nas instalações dos Transportes Coletivos do Barreiro, que o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, e o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho (também presidente do Conselho de Administração dos TCB), acompanhados pelos vereadores Miguel Canudo, da Moita, e Rui Lopo, do Barreiro, e também pelos presidentes da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Manuel Graúdo, e da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco, justificaram o atraso no início da circulação dos Transportes Coletivos do Barreiro – TCB no concelho da Moita, previsto para este mês de dezembro: uma providência cautelar interposta pelos Transportes Sul do Tejo.
Apesar desta contestação, Rui Garcia, Presidente da Câmara da Moita está convicto de que os municípios têm a razão jurídica do seu lado e que rapidamente os TCB’s estarão a circular no concelho da Moita: “Para nós, as razões dos TST prendem-se com o seu interesse próprio, de defesa do seu negócio; mas o nosso ramo é outro, é o de defesa da população, dos seus interesses”. O serviço que os TCB’s irá prestar no concelho da Moita vem, de acordo com Rui Garcia, “acrescentar e não substituir oferta dentro do nosso concelho, melhorando significativamente a mobilidade da nossa população”.
Apesar do compasso de espera pela decisão do Tribunal, o vereador da autarquia da Moita, Miguel Canudo, garantiu que o processo não está parado. “Continuamos a trabalhar no terreno, nomeadamente na colocação das novas paragens que irão servir a nossa população”, frisou.
“Não podemos para já assumir o compromisso que tínhamos com as pessoas, mas será apenas uma questão de tempo”, garantiu Carlos Humberto de Carvalho, acrescentando que “os quatro órgãos autárquicos aqui presentes (Câmaras Municipais da Moita e do Barreiro, Junta de Freguesia de Alhos Vedros e União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira) estão empenhados em servir a população, em melhorar a sua qualidade de vida e levar mais longe o serviço público. Para nós, isto é que é importante, tudo o resto é acessório”.
O vereador da Câmara do Barreiro Rui Lopo reforçou: “mantemos a intenção de prestar este serviço ao concelho da Moita. Contestámos a Providência Cautelar dos TST com base no novo regime jurídico do serviço público de transportes de passageiros e esperamos que durante o mês de janeiro de 2016 haja novidades sobre este processo”.
De referir que, com o novo regime jurídico do serviço público de transportes de passageiros, passou a ser possível aos Municípios, enquanto autoridades de transportes nos seus territórios, definir as redes de transportes públicos, permitindo, assim, que os municípios do Barreiro e da Moita possam gerir a rede de transportes públicos de forma articulada, com benefícios para as populações que passam a usufruir de uma rede de transporte público urbana, assegurando o acesso a serviços, escolas, comércio, e interligada com o sistema intermodal de transportes da Área Metropolitana.

Fonte - CMM

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção