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Bastidores

Situação condiciona o direito à mobilidade dos utentes do Concelho do BarreiroCâmara Municipal reivindica a tomada de medidas na SOFLUSA

. Criação um passe social intermodal para circulação em toda a AML

O percurso Barreiro Lisboa Barreiro prestado pela SOFLUSA representa per si mais de 50% do volume de passageiros transportados por via fluvial na AML, sendo estruturantes para o Metropolitano de Lisboa a partir das estações do Terreiro do Paço. É, indiscutivelmente estruturante para a operação dos transportes coletivos do Barreiro.

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Situação condiciona o direito à mobilidade dos utentes do Concelho do Barreiro Câmara Municipal reivindica a tomada de medidas na SOFLUSA

Por Jornal Rostos

Tomada de Posição sobre a Irregularidade na Oferta de Transporte Fluvial da Soflusa”

Na Reunião Ordinária Privada da Câmara Municipal do Barreiro de 4 de janeiro de 2017 foi aprovada a “TOMADA DE POSIÇÃO SOBRE A IRREGULARIDADE NA OFERTA DE TRANSPORTE FLUVIAL DA SOFLUSA”.

A deliberação refere:
O transporte fluvial no Rio Tejo é estratégico na mobilidade das populações da Área Metropolitana de Lisboa. Esta tem vindo de há anos a ser posta em causa com a política seguida, assente na redução quer do número de trabalhadores quer das ações de manutenção regular da frota da SOFLUSA, conduzindo a vários cortes na oferta de transporte, e à recorrente supressão de carreiras e alteração de navios programados, gerando uma enorme perda de fiabilidade na operação.
Em causa está a situação vivida pelos trabalhadores e utentes da SOFLUSA, particularmente no ultimo mês, com a constante eliminação de carreiras, devido à paragem de várias embarcações, por falta de manutenção.
O percurso Barreiro Lisboa Barreiro prestado pela SOFLUSA representa per si mais de 50% do volume de passageiros transportados por via fluvial na AML, sendo estruturantes para o Metropolitano de Lisboa a partir das estações do Terreiro do Paço. É, indiscutivelmente estruturante para a operação dos transportes coletivos do Barreiro.
Acresce a esta situação de degradação do serviço público de transportes, a necessidade da criação de um sistema tarifário que abarque a intermodalidade em toda a AML. Há que criar atratividade para uma utilização do serviço de transportes coletivos em detrimento da utilização do transporte individual. Apostar na qualidade deste serviço e na sua sustentabilidade só é possível através uma utilização integrada que permita reforçar a mobilidade em toda a AML. Por outro lado, é absolutamente indispensável diminuir o exagerado numero de títulos combinados existentes nesta área metropolitana, simplificando a perceção que os utentes têm do sistema de transportes.
O passe social intermodal é o garante para uma verdadeira prestação do serviço público de transportes, integrando todos as carreiras, operadores e modos de transporte com um tarifário que responda às necessidades reais dos atuais e potenciais utilizadores.
A Câmara Municipal do Barreiro, reunida em Sessão Privada a 4 de janeiro de 2017, perante a dimensão que esta situação está a atingir, reivindica a tomada de medidas na SOFLUSA, visando a superação desta inaceitável situação que condiciona o direito à mobilidade dos utentes do Concelho do Barreiro, descredibiliza a utilização do sistema de transporte, nomeadamente:

1. Lançamento urgente das ações de manutenção necessárias e a alocação urgente dos meios financeiros necessários às operações de manutenção de modo a repor o nível de operacionalidade necessário que permita a fiabilidade e o cumprimento do serviço público de transporte fluvial.

2. A admissão de pessoal e formação profissional, que reponha o número de trabalhadores necessários à operação e volte a permitir responder às necessidades diárias de manutenção, evitando a imobilização de embarcações.

3. A criação um passe social intermodal, para circulação em toda a AML, substituindo o navegante e outros combinados nas suas múltiplas versões, por um titulo que promova a atratividade na utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte individual, que abranja todas as operadoras e toda a população da Área Metropolitana de Lisboa.

Fonte - CMB

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