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Bastidores

Reflexão de alunos de todo o mundo sobre o BarreiroWorkshop internacional de planeamento urbano e ambiental

Falou-se na criação de uma rua/zona, que seja um espaço aberto à criatividade, onde os grafitis são permitidos, de espaços de coworking, ou da instalação de "pop up stores” (lojas temporárias em locais estratégicos, que podem assumir diferentes formas, despertando a curiosidade).

Um dos grupos afirmou: “Acreditamos, mesmo, que há futuro para o Barreiro como um Art District”, com “galerias de arte a céu aberto”.

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Reflexão de alunos de todo o mundo sobre o Barreiro Workshop internacional de planeamento urbano e ambiental

Por Jornal Rostos

O Workshop Interdisciplinar Internacional “Transitions – Connecting Barreiro Across Space And Time” trouxe ao Barreiro 45 alunos internacionais, de licenciatura e mestrado, da área de planeamento urbano e ambiental, para debater a “ligação do Barreiro através do Espaço e do Tempo”. Organizado pelo Instituto Superior Técnico (IST), Universidade da Califórnia (UC) em Berkeley e Universidade de Ghent, em conjunto com a Câmara Municipal (CMB), este Workshop, cuja Sessão de Abertura decorreu a 26 de março, no IST, apresentou as conclusões na manhã de sábado, 1 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

“Mapping the invisible: old and new identities”, “Barrier-o: connecting neighbourhoods”, “Revitalizing Barreiro’s Rail History”, “Reawekening the historic center”, “Quint’Arte – Where energy meets nature”, “Barreiro’s fishing industry: restoring their cultural heritage”, “The Bi-rreiro – connecting Barreiro by bike” e “Connection, action & resilience: Green Infrastructure vision for Barreiro” foram os títulos dos trabalhos dos oito grupos, que questionaram “o que faz do Barreiro único?”, identificaram o conjunto de potencialidades e avançaram com múltiplas sugestões, reforçadas com exemplos de sucesso existentes em todo o mundo.

Falou-se na criação de uma rua/zona, que seja um espaço aberto à criatividade, onde os grafitis são permitidos, de espaços de coworking, ou da instalação de "pop up stores” (lojas temporárias em locais estratégicos, que podem assumir diferentes formas, despertando a curiosidade). Um dos grupos afirmou: “Acreditamos, mesmo, que há futuro para o Barreiro como um Art District”, com “galerias de arte a céu aberto”.
Houve, ainda, propostas relacionadas com a mobilidade suave, sublinhando como mais-valia do Concelho a sua "topografia plana”, observando, até, que uma “viagem” para o Terminal Rodo-Ferro-Fluvial será mais fácil de bicicleta. Ainda houve tempo para saber que na Bélgica há subsídios para quem se desloca de bicicleta para o trabalho.

Uma interessante e curiosa particularidade dos intervenientes que se debruçaram sobre o Barreiro neste Workshop tinha que ver com a multiplicidades de nacionalidades. Além dos nativos dos países sede das universidades envolvidas, foi possível constatar os muitos originários de outras partes do mundo – alguns dos jovens, refira-se, encontravam-se em processos Erasmus –, o que conferia ao conjunto uma maior riqueza de “inputs”.

No lançamento da manhã de trabalho estiveram Matt Kondolf, da UC Berkeley, Veerle Van Eetvelde, da Ghent University, e Isabel Loupa Ramos, do IST, que acompanharam, também, a semana de Workshop. O Vereador da CMB com as áreas do Planeamento, Ambiente e Mobilidade, e Gestão e Regeneração Urbana, Rui Lopo, foi o anfitrião.

“Todos trabalharam muito bem”, elogiou Matt Kondolf, sublinhando que “toda a viagem foi surpreendente”, “fantástica”.

Para Veerle Van Eetvelde, agora que conheceu o Barreiro, "é um local que já fica marcado no mapa".

“Temos vindo a trabalhar com diferentes grupos da área metropolitana de Lisboa”, referiu Isabel Loupa Ramos, entre municípios, universidades.

"Todas as apresentações colocaram o dedo nos nossos problemas", reconheceu o Vereador da CMB. “Estamos a trabalhar numa perspetiva de longo prazo mas, também, a curto”. Algumas das sugestões – vistas por “olhos” estrangeiros – vão ao encontro daquilo que são as reflexões dos responsáveis municipais, acrescentou mais tarde, salientando o facto de serem desenvolvidos trabalhos técnicos e científicos, tendo sido apresentadas, portanto, “ideias estruturadas”.
E referiu, ainda, ser a mobilidade muito importante, “algo em que o Barreiro tem investido”.

Entre as várias iniciativas previstas no programa, este Workshop contou, nomeadamente, a 27 de março, com uma visita de estudo ao território do Barreiro, com início na Quinta da Várzea, em Coina, passando por vários locais escolhidos pelos alunos para o desenvolvimento dos respetivos trabalhos.

Fonte - CMB

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