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Bastidores

Implantação de um Terminal Intermodal de Setúbal na Praça do BrasilConcentrar as componentes ferroviária e rodoviária

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou ontem, em reunião pública, a celebração de um contrato de subconcessão, com a IP Património, do terreno necessário à implantação de um Terminal Intermodal de Setúbal, na Praça do Brasil.

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Implantação de um Terminal Intermodal de Setúbal na Praça do Brasil Concentrar as componentes ferroviária e rodoviária

Por Jornal Rostos

A intenção é concentrar as componentes ferroviária e rodoviária na Praça do Brasil, a par do aumento da oferta de estacionamento automóvel, projeto enquadrado na estratégia desenvolvida pela autarquia que atribui especial relevância a questão dos transportes públicos, quer municipais, quer intermunicipais e regionais.

Os terminais rodoviário e ferroviário de Setúbal encontram-se em diferentes pontos da cidade, sendo que o primeiro, na Avenida 5 de Outubro, acarreta “todas as desvantagens de se localizar no centro histórico da cidade, distante dos outros meios de transporte existentes, nomeadamente o ferroviário e o fluvial, não simplificando, na grande maioria das situações, a mobilidade dos utentes até ao seu destino final”, refere a deliberação camarária.

Além disso, a circulação de veículos de longo curso pelo centro da cidade, provoca não só problemas no trânsito local, como também se reflete em “danos ambientais que poderão ser minimizados com a deslocalização daquele serviço”.

Esta preocupação levou a Câmara Municipal a procurar uma nova localização para o terminal rodoviário e a apresentar, no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Setúbal, na componente relativa à Mobilidade Urbana Sustentável, uma candidatura para a construção da futura Estação Intermodal de Setúbal.

Para tal, foi negociada com a IP Património – Administração e Gestão Imobiliária, a celebração de um contrato de subconcessão, à Câmara Municipal de Setúbal, do terreno necessário à construção da estação intermodal rodoviária, de um parque de estacionamento subterrâneo e de uma zona para a instalação de bilheteiras de apoio à estação, na envolvente ao terminal ferroviário, na Praça do Brasil.

No âmbito do contrato de subconcessão, a IP Património confere à autarquia o direito de utilizar um terreno com uma área de 5821 metros quadrados e espaços da estação ferroviária, pertencentes ao domínio público ferroviário, por um período de cinquenta anos.

O terminal rodoviário terá uma área aproximada de 3468 metros quadrados, com espaço para estacionamento de 14 autocarros, e o parque de estacionamento ocupará cerca de 3000 metros quadrados, com 117 lugares de estacionamento distribuídos por um único piso.

Está também prevista a construção de áreas de apoio à exploração, bilheteiras e instalações sanitárias.

A Câmara Municipal de Setúbal lançará o “futuro procedimento de concurso público para construção, gestão e exploração da estação intermodal rodoviária, do parque de estacionamento e da zona para a instalação de bilheteiras de apoio”.

Com a celebração deste contrato “fica também resolvida”, ressalva a proposta aprovada ontem, a questão da parcela de terreno anteriormente ocupada pela rotunda da Avenida Manuel Maria Portela com a Rua António José Baptista e reperfilamento desta última.

A autarquia encomendou, igualmente, à empresa TIS.pt – Consultores em Transportes, Inovação e Sistemas, um estudo de procura e viabilidade económico-financeira da concessão do parque de estacionamento subterrâneo e do terminal rodoviário associados ao terminal ferroviário.

O estudo conclui que, além de permitir um retorno financeiro positivo, a construção do novo terminal pode ser analisada numa “perspetiva económico-social”, tendo em conta “os benefícios gerados pelo projeto e sentidos pela sociedade em geral ou pela economia da cidade de Setúbal em particular”.

São apontados como exemplos de benefícios económicos a poupança em tempo de procura de estacionamento, o qual poderá ser aproveitado para outras atividades, a diminuição dos respetivos custos de operação dos veículos e o aumento de competitividade dos serviços e de segurança pela segregação das zonas de estacionamento e pedonais.

Fonte - CMS

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