Almada - Concretização do conceito da cidade das duas margensRegeneração de uma frente única para o Tejo e Lisboa com cerca de 1 km de extensão
A Câmara Municipal de Almada (CMA) apresentou esta quarta-feira, 19 de julho de 2017, a proposta de Plano de Pormenor para o Cais do Ginjal, que vai entrar em período de discussão pública brevemente e que integra a ordem de trabalhos da reunião pública de hoje do executivo da CMA.

Por Jornal Rostos
Num encontro realizado com jornalistas, o presidente da CMA, Joaquim Judas, lembrou «a importância deste Plano de Pormenor e de outros como de Almada Nascente – Cidade da Água ou da Quinta do Almaraz, na concretização do conceito da cidade das duas margens».
Para Joaquim Judas este projeto «apresenta importantes mais-valias (aumento do espaço público, a aproximação ao rio Tejo com segurança, a manutenção da memória histórica daquele território, a consolidação da arriba), através de soluções que protegem e requalificam esta área, ao mesmo tempo que valoriza o território e o bem-estar de quem cá vive e trabalha, através da criação de mais postos de trabalho, conseguindo-se também uma maior atratividade para o concelho e para a região».
O presidente da CMA lembrou ainda que a autarquia «procura, há vários anos, promover a requalificação deste território da freguesia de Cacilhas e que se vive uma janela de oportunidades que é necessário aproveitar».
Sobre o período de discussão publica, com a duração de 120 dias, muito superior ao mínimo previsto na Lei, e que terá início brevemente, após publicação em Diário da República, Joaquim Judas afirmou que «vai permitir ouvir a opinião dos vários atores locais».
Plano de Pormenor do Cais do Ginjal
O Cais do Ginjal, que compreende uma frente ribeirinha superior a 80 mil m2 , possui uma área de 1 km de extensão de ligação ao Tejo. Este, pela sua história e proximidade à capital, é dos locais emblemáticos da Área Metropolitana de Lisboa.
A sua localização, entre o Jardim do Rio, em Almada, e o terminal fluvial de Cacilhas, apresenta uma vista única para o rio tejo e para Lisboa, situando-se a dois passos da zona mais central de Lisboa – Cais do Sodré e Terreiro do Paço.
Através deste plano pretende-se reabilitar o cais ribeirinho e criar habitação, hotelaria, comércio, serviços, apartamentos turísticos, espaços públicos – mercados das artes e diversos equipamentos de apoio.
A área de intervenção do Plano desenvolve-se em articulação com o Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz (em elaboração), com o Plano de Urbanização de Almada Nascente – Cidade da Água e com o Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana e Funcional de Cacilhas, ambos aprovados e publicados.
Plano de Pormenor do Cais do Ginjal
Dados técnicos e indicadores urbanísticos de referência
Área de intervenção: 80 400 m2
Extensão linear da intervenção: 970 metros
População prevista: 693 habitantes
N.º de fogos previstos: 330
Espaço público existente: 6800 m2
Espaço público previsto: 21 500 m2
Área bruta de construção total: 98 700 m2
Habitação: 44 152 m2
Comércio/Serviços: 15 029 m2
Turismo: 10 880 m2
Estacionamento: 24 387 m2 (dos quais 11 300 m2 em silo)
Outros: 4250 m2 (áreas técnicas de apoio)
Equipamentos: relocalização da Casa Municipal da Juventude e do Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Cacilhas e Laboratório Natural – Centro de Estudos da Arriba













