Saltar para o conteúdo
Bastidores

BARREIRO - »O que o país não tem a CUF cria»Moção sobre os 75 anos do falecimento do empresário e industrial Alfredo da Silva

Na Reunião Ordinária Pública da Câmara Municipal do Barreiro de 6 de setembro foi aprovada a Moção sobre os 75 anos do falecimento do empresário e industrial Alfredo da Silva.

2 min de leitura
BARREIRO - »O que o país não tem a CUF cria» Moção sobre os 75 anos do falecimento do empresário e industrial Alfredo da Silva

Por Jornal Rostos

MOÇÃO
“O que o país não tem a CUF cria”
Lema da Companhia União Fabril

Cumpriu-se no passado dia 22 do mês de agosto 75 anos do falecimento de Alfredo da Silva, que se encontra sepultado em Mausoléu no Barreiro.
Na data da sua morte era o maior e mais importante empresário e industrial português e um dos maiores da Europa em áreas que iam desde o complexo fabril no Barreiro à construção naval, indústria metalúrgica, fabrico de tabaco (Tabaqueira), empresas de navegação, banca, seguros e outras, que chegaram a empregar em simultâneo no seu apogeu mais de 30.000 trabalhadores, cerca de 8.000 no Barreiro, constituindo, deste modo, depois do Estado, o maior empregador do país.
O nome de Alfredo da Silva encontra-se ligado ao Barreiro, cidade que durante décadas cresceu e se desenvolveu por via da indústria corticeira, ferroviária e posteriormente pela criação e desenvolvimento do complexo fabril da CUF. Este complexo fabril foi inaugurado em 1907, tendo encetando desde então um programa de assistência e apoio aos seus trabalhadores, único no país até hoje, nomeadamente os bairros habitacionais de Santa Bárbara, Alferrarede, o chamado bairro dos engenheiros no Lavradio, a despensa da CUF, assistência médica e medicamentosa gratuita, infantários, escolas primárias, refeitórios, complexo desportivo, colónia de férias, entre outros.
Alfredo da Silva foi o primeiro empresário português no sentido moderno deste conceito.
Evocar os 75 anos do falecimento de Alfredo da Silva é evocar também a memória dos milhares de trabalhadores que durante décadas produziram riqueza para o Barreiro e para o País, lutaram por melhores condições de vida e de trabalho. Homens e mulheres, gerações de operários que viveram, labutaram e criaram os seus filhos, os seus netos na nossa cidade.
Evocar os 75 anos do falecimento de Alfredo da Silva, é evocar todos os que construíram a fábrica, é evocar o Barreiro do século XX, é evocar o Barreiro como cidade de vanguarda na luta por avanços civilizacionais, tecnológicos e da indústria portuguesa.

Fonte - CMB

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção