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Bastidores

População e autarcas do Seixal e de vários concelhosReúnem esta segunda-feira com a Administração dos CTT

A população e os autarcas do Seixal reúnem na próxima segunda-feira, dia 5 de fevereiro, às 10 horas, com a Administração dos CTT, na sua sede em Lisboa, com o objetivo de exigir que a loja sedeada em Aldeia de Paio Pires não seja encerrada.

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População e autarcas do Seixal e de vários concelhos Reúnem esta segunda-feira com a Administração dos CTT

Por Jornal Rostos

da população e autarcas de outras localidades que se encontram na mesma situação, entre as quais Alpiarça, Loures, Camarate e Areeiro.
Recorde-se que no início deste ano vieram a público várias notícias, dando conta do encerramento de várias lojas, onde se inclui a que está situada em Aldeia de Paio Pires, o que irá prejudicar o serviço à população, que terá que se deslocar vários quilómetros para tratar do serviço postal ou até mesmo para levantar as suas pensões mensais. Este anúncio foi recebido no Seixal com estupefação, uma vez que a loja de Aldeia de Paio Pires tem muitos utilizadores e encerrou o ano passado com um saldo positivo considerável.
Hoje vivem em Aldeia de Paio Pires cerca 15.000 habitantes, com um número significativo de pessoas com dificuldades de mobilidade, e que à Loja se deslocam para serviços de grande importância para as suas vidas, como o levantamento da reforma ou o pagamento de contas, e para quem, naturalmente, a distância será um fator extremamente negativo. É também em Aldeia de Paio Pires que estão sedeados os principais Parques Industriais do Concelho do Seixal e nos quais está prevista a instalação de novas empresas a breve prazo, não se alcançando a lógica de encerramento de balcões dos CTT, a não ser por fatores meramente economicistas, e consequente despedimento de trabalhadores, bem com a acentuada degradação do serviço postal.
A este respeito, o presidente da Câmara Municipal do Seixal referiu que considera tratar-se de um “novo ataque ao serviço público de proximidade prestado pelos CTT que, ao invés de privilegiar a sua função de serviço público, prioriza a lógica do lucro em serviços que outrora eram públicos, o que leva à inevitável degradação do serviço e ao aumento significativo de tarifas, como a realidade bem o tem demonstrado. Assistimos a esta inversão de prioridades não só nos CTT, mas também no setor dos transportes ou no setor energético. Todas essas privatizações se mostraram ruinosas para a função destas empresas e para a qualidade do serviço que prestam, afetando de forma negativa os direitos das populações, a economia e o interesse nacional”.

Fonte - CMS

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