Câmara Municipal de Sesimbra contra eventual saída do concelhoda área de influência do Hospital do Seixal

Por Jornal Rostos
Trata-se de uma intenção que contraria os compromissos assumidos desde o início deste processo, gorando as expectativas das populações e utentes dos serviços de saúde que, com a Câmara Municipal e órgãos autárquicos do concelho participaram empenhadamente em todos os momentos negociais que contribuíram para que o equipamento esteja hoje tão perto de ser uma realidade.
O município do Seixal, que ao longo dos anos trabalhou sempre em estreita parceria com Sesimbra, também contraria esta intenção.
A confirmar-se esta opção, a Câmara Municipal manifestará a sua total discordância, pois a mesma prejudicará claramente os utentes do concelho, que continuarão a ter um serviço de urgência básica a mais de 30 quilómetros de casa (Hospital de São Bernardo, em Setúbal), com uma rede de transportes públicos altamente deficitária e bastante onerosa, e ainda um tempo de trajeto que pode representar um risco para a recuperação e preservação da saúde de doentes, quando passa a existir um hospital a menos de metade desta distância, tanto das freguesias de Santiago e do Castelo, como da Quinta do Conde.
A estes argumentos, acrescenta-se o facto de Sesimbra ser um destino turístico, que durante o período de verão vê a sua população aumentar, sem resposta ao nível de serviços de saúde, sobretudo no que respeita às urgências.
A autarquia está igualmente apreensiva em relação à redução de 10 das 23 valências que estavam previstas para o novo hospital no acordo de 2009, e que desaparecem na nova proposta.
Neste sentido, a Câmara Municipal já pediu uma audiência com caráter de urgência ao Ministro da Saúde, para um esclarecimento da situação e para reivindicar que o concelho de Sesimbra tenha um Serviço de Urgência Básica mais próximo do que aquele que existe atualmente.
Fonte - CMS













