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Bastidores

«Darmos ao local a dignidade que merece, mantendo a sua génese e o espírito religioso»Câmara e Confraria protocolo de reabilitação do Santuário

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, e o Comissário da Confraria de Nossa Senhora do Cabo Espichel, padre Luís Ferreira, assinaram no dia 30 de agosto, nos Paços do Concelho, um protocolo de cooperação para a execução das obras de reabilitação das alas norte e sul do Santuário.

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«Darmos ao local a dignidade que merece, mantendo a sua génese e o espírito religioso» Câmara e Confraria protocolo de reabilitação do Santuário

Por Jornal Rostos

O acordo com a Confraria, proprietária da ala sul, acontece depois da aquisição da ala norte à Direção-geral do Tesouro e Finanças, pela autarquia, em novembro de 2017, por 321 mil euros.

«Este era um dos passos que faltava para podermos dinamizar o processo de concurso para a obra através da plataforma REVIVE, que pode ser uma possibilidade para podermos reabilitar o Santuário», sublinhou Francisco Jesus, tendo acrescentado que «o objetivo principal e primordial é darmos ao local a dignidade que merece, mantendo a sua génese e o espírito religioso». O autarca destacou ainda a colaboração da Confraria neste processo, e o empenho do anterior presidente da autarquia, Augusto Pólvora, «que fez todas as diligências possíveis e imaginárias para levá-lo por diante», afirmou.

Por seu turno, o Vigário Geral da Diocese de Setúbal, padre José Lobato, sublinhou a atenção que o Bispo de Setúbal tem dado a este processo, e lembrou o trabalho feito pelo padre Agostinho Gomes e por Augusto Pólvora. «São duas pessoas incontornáveis para que este protocolo fosse assinado, e fizeram tudo para salvar o Santuário», referiu. José Lobato afirmou ainda que «este é mais um passo na reabilitação de um património que as pessoas, a região e o país merecem que seja preservado», e mostrou-se confiante em relação ao futuro porque, frisou, «vamos seguramente continuar este trabalho, que agora está nas nossas mãos».

Tal como estabelece o protocolo, as obras podem ser feitas diretamente pelo município, ou através de um investidor privado, preservando, no entanto, a religiosidade do local e o seu usufruto por parte do público. O acordo inclui a cedência à autarquia do direito de superfície da ala sul, por um período de 40 anos, de forma a assegurar a viabilidade económica da reabilitação dos edifícios e futura exploração turística e/ou cultural do complexo do Santuário.

Importa referir que as obras de requalificação das alas norte e sul tinham sido assumidas pelo Estado, na escritura de doação da ala norte, pela Confraria, em setembro de 2000, mas, desde então, interveio apenas no corpo central da igreja. Perante a inércia do Poder Central, e determinada a intervir no edificado, a autarquia manifestou a intenção de adquirir a ala norte, à Direção-geral do Tesouro e Finanças, que viria a ser concretizada no ano passado.

Assim, o protocolo agora formalizado com a Confraria, criará condições para que a Câmara Municipal possa reabilitar este património único, e permitirá dar continuidade ao investimento realizado pela autarquia na envolvente do Santuário, desde 2008, após ter recebido uma parcela de terreno que circunda todo o complexo arquitetónico, por parte da Costlântica – Sociedade de Investimentos Imobiliários e Turísticos, Lda.

A instalação de iluminação, o arranjo do terreiro e da zona de estacionamento, a beneficiação da envolvente da Casa da Água, e o restauro deste edifício são exemplos de uma forte aposta na valorização de um local de inegável interesse religioso, cultural e turístico, que ficará, certamente, mais enriquecido com a reabilitação de todo o conjunto.

Fonte - CMS

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