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Bastidores

Setúbal manifesta discordância relativamente ao quadro de transferênciade competências da Administração Central no domínio da educação

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou ontem, em reunião pública, uma proposta de pronúncia na qual manifesta discordância relativamente ao quadro de transferência de competências da Administração Central no domínio da educação.

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Setúbal manifesta discordância relativamente ao quadro de transferência de competências da Administração Central no domínio da educação

Por Jornal Rostos

A autarquia deliberou em reunião pública, realizada a 5 de setembro de 2018, a não aceitação da transferência de competências da Administração Central para o município em 2019, no âmbito da Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto.

Na deliberação, aprovada pela Assembleia Municipal a 13 de setembro, a autarquia sublinha que está em causa “o agravamento do subfinanciamento das autarquias, com a transferência de encargos em diversas áreas, sem o correspondente financiamento necessário, tornando mais difícil a resposta aos problemas das populações”.

A Administração Central instou, entretanto, a Câmara Municipal a pronunciar-se sobre o projeto de mapas que identifica os montantes financeiros associados ao exercício anual das competências transferidas, do património a transferir para o município e, no respeitante a esse património, aquele que fica sob responsabilidade da Administração Central.

A apreciação dos documentos suscitou um vasto conjunto de dúvidas que levaram a autarquia a solicitar esclarecimentos junto das direções de agrupamentos de escolas e de escolas não agrupadas, “as quais vieram a confirmar as discrepâncias de valores, a insuficiência das verbas a transferir e necessidades de investimentos significativos por parte da Administração Central, não assumidos pela mesma”, sublinha a deliberação camarária.

Numa reunião realizada em março, os vereadores com os pelouros da Educação dos municípios da Área Metropolitana de Lisboa questionaram os secretários de Estado Adjunta e da Educação e da Administração Local sobre um conjunto de aspetos que consideram dúbios e de erros e omissões decorrentes da eventual aplicabilidade das novas competências.

“Até ao presente, apesar do reconhecimento por parte do Governo da necessidade de proceder à correção de alguns artigos do decreto-lei, não foram facultadas respostas ou dados adicionais às dúvidas apresentadas.”

Para a autarquia, os mapas e montantes apresentados pela Administração Central revelam “insuficiências grosseiras ao nível do património, das necessidades urgentes de investimento de grandes dimensões, das verbas e do pessoal que se pretendem transferir e nos cálculos dos montantes financeiros que lhe estão associados”.

Deste modo, é reforçada a convicção já expressa anteriormente, pelo que, na pronúncia a remeter aos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Educação e das Autarquias Locais, aprovada ontem em reunião pública, a Câmara Municipal de Setúbal manifesta discordância sobre o teor do projeto de mapas com os montantes financeiros associados ao exercício anual das competências transferidas, do património a transferir para o município e, no respeitante a esse património, aquele que fica sob responsabilidade da Administração Central.

Fonte - CMS

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