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Bastidores

Municípios da área metropolitana de Lisboalançam desafios ao Ministério de Educação

A especificidade da situação das escolas da área metropolitana de Lisboa, onde existe, por norma, sobrecarga de alunos, o
financiamento das medidas de higienização suplementares, e a criação de uma plataforma que auxilie professores, alunos e
encarregados de educação na transição para uma fase de maior digitalização.

3 min de leitura
Municípios da área metropolitana de Lisboa lançam desafios ao Ministério de Educação

Por Jornal Rostos

Estes são alguns dos desafios que vão constar de uma missiva que os municípios da área metropolitana de Lisboa vão
lançar ao Ministério da Educação, no âmbito da preparação do próximo ano letivo.

A decisão de avançar com esta medida foi tomada durante uma reunião do Grupo de Trabalho Metropolitano da Educação,
realizada ontem, por videoconferência.
O grupo, coordenado pelo secretário metropolitano, João Pedro Domingues, contou com a participação de vereadores e dirigentes
dos municípios da área metropolitana de Lisboa, e serviu para se fazer o balanço do ano letivo 2019/20, dar a conhecer as medidas
adotadas pelos municípios no contexto pandémico da Covid-19 e preparar o início do ano letivo 2020/21.

Na reunião explicitou-se que, para a generalidade dos municípios, fornecimento de refeições escolares, o reforço de apoio social aos agregados familiares em maiores dificuldades, o empréstimo de material informático e tecnológico a alunos que dele necessitavam, o aumento de medidas de higienização e segurança, a digitalização de muitas iniciativas e a atenção redobrada às necessidades de apoio psicológico dos alunos, foram soluções encontradas para evitar que, no final do ano letivo 2019/20, crianças e jovens se afastassem do seu percurso escolar.

A atuação coesa dos municípios, em estreita articulação com as escolas e famílias, foi, desse modo, uma peça essencial para
mitigar os efeitos nefastos da pandemia no final de um ano letivo “duro”.
Espera-se também que, com o esforço de todos, e em sintonia com as indicações do Ministério de Educação, se criem as condições
para que, no próximo ano letivo, as aulas se iniciem em contexto presencial.

Caso o funcionamento misto – presencial e à distância – seja uma realidade em 2020/21, o grande desafio que o sistema educativo
terá pela frente, na ótica dos municípios, passará por apetrechar salas com meios tecnológicos para que as aulas possam ser
transmitidas, em tempo real, aos alunos que estão em casa e, simultaneamente, arranjar mecanismos de apoio a quem assiste às
aulas à distância.
Durante a sessão de trabalho foram ainda discutidas questões relacionadas com a aplicação de fundos comunitários para a
educação e a situação dos transportes escolares.

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