Painéis de alerta de tsunami inaugurados em CascaisReconhecimento da suscetibilidade do território da AML aos efeitos de fenómenos naturais

Por Jornal Rostos
O reconhecimento da suscetibilidade do território da região metropolitana de Lisboa aos efeitos nefastos de fenómenos naturais fez com que a Área Metropolitana de Lisboa (AML) consagrasse um eixo de intervenção à valorização territorial e resiliência comunitária, que prevê o reforço da gestão de riscos, capacitando as instituições envolvidas numa perspetiva de resiliência.
Porque o risco de ocorrência de tsunami é um dos riscos identificados na área estuarina e frente oceânica da área metropolitana de Lisboa, a AML, em cooperação com os municípios de Lisboa e Cascais, está a articular a implementação de um sistema integrado de aviso e alerta de tsunami.
O sistema está alicerçado em dispositivos de aviso sonoro (sirenes), instalados em Lisboa (Praça do Império em Belém e Ribeira das Naus) e Cascais (Teatro Gil Vicente, Praia da Azarujinha e passeio marítimo do Estoril), painéis digitais informativos e interativos, ações de sensibilização e sinalética para percursos de evacuação e pontos de encontro.
Os dois primeiros painéis informativos digitais entraram hoje em funcionamento, na Baía de Cascais e em Carcavelos, num evento que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, e do primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho.
Na inauguração, Carlos Humberto de Carvalho salientou “o papel pioneiro dos municípios de Cascais e Lisboa no desenvolvimento de um sistema que se pretende alargar a outros concelhos da área metropolitana de Lisboa, com frente oceânica ou ribeirinha” e destacou, em particular “o envolvimento exigente e eficiente da Câmara Municipal de Cascais, e dos seus serviços de proteção civil, e o acompanhamento e colaboração prestada pela autoridade de gestão do Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR)”.
Carlos Carreiras, por sua vez, lembrou que a proteção civil municipal “tem sido uma prioridade e alvo de uma atenção especial”, para dar resposta “aos desafios que se vão colocando na proteção e apoio à população” em situações de risco.
Os painéis integram conteúdos digitais com informação sobre o projeto e com spots animados sobre o que fazer antes, durante e após a ocorrência deste tipo de fenómeno.
Estão também capacitados para a difusão de avisos específicos, em coordenação com as sirenes, já instaladas.
Esta inauguração é mais um passo na consolidação do sistema, que tem como missão alertar a população para a eventual ocorrência de um tsunami, e, simultaneamente, desenvolver ferramentas que auxiliem a gestão eficiente de uma eventual evacuação. Além da instalação deste equipamento, serão realizadas ações de formação para interpretação de alertas sonoros, e efetuadas ações de sensibilização sobre o modo de funcionamento deste processo, com recurso a modelos que permitam a simulação do fenómeno de tsunami.
Ocasionalmente serão, ainda, realizados exercícios de simulacro, para testar a eficácia de todo o sistema. A aquisição de sinalética para os percursos de evacuação, que será a peça final deste projeto, está prevista para o último trimestre de 2020. O sistema é um investimento previsto no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa, e foi contratualizado entre a Área Metropolitana de Lisboa, a autoridade de gestão do Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e a autoridade de gestão do Programa Operacional Regional Lisboa 2020 (POR Lisboa 2020).













