Terminal Fluvial do SeixalCâmara Municipal contesta encerramento

Por Jornal Rostos
A autarquia lamenta a ausência de mais esclarecimentos por parte do Governo acerca desta medida que coloca em causa os interesses da população do concelho.
Sobre este assunto, o Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, afirma que “ainda que possamos admitir que os motivos para a realização da obra sejam urgentes e inadiáveis, não podemos deixar de manifestar a nossa perplexidade pela ausência de comunicação prévia e articulação com a autarquia, a falta de antecedência da informação em relação à data prevista para início da obra, a ausência de previsão de data para a conclusão das obras e a falta de consideração sobre o impacto que a interrupção do serviço provoca na vida quotidiana dos utentes".
O autarca acrescentou ainda que "existem muitas dúvidas em relação ao funcionamento das carreiras rodoviárias alternativas, e todo um conjunto de situações que abalam a credibilidade do novo modelo de passe social intermodal, do desejado aumento da oferta dos transportes públicos e da promoção de condições que incentivem cada vez mais o seu uso."
Esta situação merece o repudio e o veemente protesto por parte da Autarquia, por se tratar de um episódio que contraria os interesses da população do Concelho, sendo necessário zelar para que de futuro não persista esta evidente falta de articulação, que prejudica e lesa os interesses da população que se desloca entre o Seixal e Lisboa.
A população do Concelho do Seixal, não merece o desrespeito a que tem sido votada por parte do Ministério do Ambiente que tutela esta importante empresa pública de transporte de passageiros, tendo a Camara Municipal do Seixal solicitado uma reunião, com carácter de urgência ao Ministro Matos Fernandes.
Importa ainda recordar que se encontra pendente o agendamento de audiência com o Ministro Matos Fernandes, alusiva à pretensão da Autarquia de assumir a gestão e funcionamento do parque de estacionamento do Terminal Fluvial do Seixal, face aos deficits de ocupação e manutenção do mesmo, num momento em que se fala em milhares de milhões para investimento no serviço de transportes públicos, não se percebe esta ausência de articulação da parte do Governo.













