Greve na AMARSUL não permite que a recolhaDos resíduos urbanos do Seixal sejam depositados no Aterro Sanitário

Por Jornal Rostos
A greve dos trabalhadores da AMARSUL, que se iniciou a 29 de novembro e que irá decorrer até ao dia 3 de dezembro de 2021, não permite que as viaturas de recolha de resíduos do município do Seixal depositem o lixo no Aterro Sanitário.
Desta forma, a Câmara Municipal do Seixal apela aos municípes para depositarem o seu lixo em contentores cuja capacidade ainda o permita, evitando depositar lixo nos contentores já cheios, de modo a prevenir acumulação de resíduos na via pública, bem como eventuais problemas de saúde pública que daí possam advir.
O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, refere que " os serviços da Câmara Municipal do Seixal estão preparados para proceder à regularização da recolha de resíduos urbanos, assim que a situação na AMARSUL se encontre normalizada".
Importa referir que a AMARSUL é a empresa responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos dos concelhos do Seixal, Sesimbra, Barreiro, Setúbal, Moita, Montijo, Palmela, Almada e Alcochete e que em julho de 2015 foi privatizada, por decisão do Governo, e passou a integrar o grupo Mota-Engil, decisão contestada pelas câmaras municipais da região e que tem sido prejudicial ao serviço público, às populações e aos seus trabalhadores.
O Município do Seixal tem manifestado a sua oposição relativamente ao deficiente funcionamento da AMARSUL e à gestão do sistema de recolha de resíduos, uma vez que a empresa deixou de realizar os investimentos necessários, degradando a prestação do serviço às populações, o que é por demais evidente com o Aterro Sanitário do Seixal, que se encontra esgotado, sem que esta empresa mostre sinais de preocupação ambiental, ao mesmo tempo que aumenta as tarifas cobradas aos municípios e às populações.













