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Bastidores

Municípios do Seixal, Alcácer do Sal, Avis, Silves e VidigueiraAlertam ANMP para insuficiência de verbas do Governo no processo de transferência de competências

Os presidentes das Câmaras Municipais do Seixal, Alcácer do Sal, Avis, Silves e Vidigueira reuniram hoje com a presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), para exigir que se tomem medidas de reforço de verbas junto do Governo no que se refere à transferência de competências para os Órgãos Municipais.

Consideram os autarcas que "a insuficiência das verbas a transferir pelo Governo nas áreas da Educação, Saúde e Ação Social, colocam em causa a sustentabilidade financeira das autarquias, não garantindo o desejado reforço do serviço público nestas 3 áreas vitais para a sociedade portuguesa".

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Municípios do Seixal, Alcácer do Sal, Avis, Silves e Vidigueira Alertam ANMP para insuficiência de verbas do Governo no processo de transferência de competências

Por Jornal Rostos

Tendo em conta a necessidade de se dotar as autarquias de verbas adequadas às reais necessidades identificadas no quadro das competências transferidas; de assegurar a requalificação das centenas de escolas 2/3 e secundárias; de prever a construção de novas escolas; de garantir todo o processo legal e respetivos ratios dos trabalhadores, nomeadamente na área da educação; de serem publicadas a legislação e portarias em falta e de se garantirem procedimentos para a transferência de edificado e património, como autos de transferência, que formalizem de forma inequívoca os elementos a transferir (plantas, caderneta predial, certidão permanente de registo predial, inventários, entre outros), estes Municípios consideram urgente uma intervenção mais destacada da Associação Nacional de Municípios Portugueses na defesa dos Interesses do Poder Local Democrático, da sua autonomia e capacidade realizadora, bem como do serviço público e funções sociais do Estado nas áreas da Educação, Saúde e Acção Social.

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, afirmou que "pedimos esta reunião com o objectivo de instar a direcção da ANMP para uma posição mais fime na defesa destes direitos constitucionais e da sustentabilidade das autarquias, junto do Governo. O que estamos a viver é uma autêntica transferência de encargos, sem qualquer mais valia para as populações, que não verão qualquer melhoria nos serviços públicos de educação, saúde ou social. Só com o reforço de meios e recursos por parte do Governo é que esta transferência poderá significar uma melhoria do acesso das populações a estes serviços. Colocámos que seria sensato ponderar o adiamento ou até a revogação do que está previsto na área social e da saúde, pois faltam recursos financeiros e humanos, que colocam em causa as autarquias e o serviço que estas prestam à população. Só no que se refere à educação, por exemplo para o concelho do Seixal, regista-se um défice de 50% entre as verbas que o Governo decidiu transferir, e o apuramento de custos realizado pela Autarquia, situação que se repete em muitos outros municípios pelo País".

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