Setúbal - André Martins destaca papel de municípios na Proteção CivilImplementar e desenvolver uma exigente cultura de segurança

Por Jornal Rostos
“Os órgãos de poder municipal possuem o necessário potencial para serem agentes promotores de sinergias e saberes para a edificação da segurança face ao risco”, sublinhou André Martins na cerimónia de encerramento da III Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, subordinada ao tema “Turismo e Segurança”, que decorreu durante dois dias, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.
O presidente do município salientou que “importa encontrar respostas eficazes e eficientes que reforcem as comunidades, bem como o conjunto de atividades económicas e sociais que se desenvolvem nos territórios”.
O autarca, num apanhado das principais conclusões do encontro, apontou, como um dos conceitos mais significativos extraídos da iniciativa, que a “segurança no turismo constitui uma função complexa que envolve a intervenção de um vasto conjunto de entidades e agentes, alicerçada em sistemas plasmados em modelos de governança qualificada e planeada”.
André Martins salientou, igualmente, que a “segurança é um fator diferenciador que é bastante valorizado por amplos segmentos de turistas, pelo que o adequado investimento nas estruturas que a garantam deve constituir prioridade dos diversos níveis de governo”.
O presidente da Câmara Municipal de Setúbal realçou que o próprio evento, organizado pela Plataforma de Setúbal, integrada pelo município sadino, entre outras entidades, “se enquadra no trabalho que tem vindo a ser feito no concelho para implementar e desenvolver uma exigente cultura de segurança, trabalho em que tem sido central a proteção civil municipal, assim como todos os agentes com responsabilidades no socorro e na segurança”.
No leque de conclusões retiradas no decurso da conferência, André Martins destacou que a segurança humana está diretamente correlacionada com a noção de vulnerabilidade humana, o que permite a “identificação de ameaças e perigos que afetam cada indivíduo de uma forma ampla e integrada, nomeadamente no que se refere às dimensões económicas, sociais e políticas”.
O autarca frisou, ainda, “a necessidade de sociedades interconectadas e em rede”, para que a problemática da segurança ultrapasse a mera esfera de intervenção dos estados centrais.
No encerramento da III Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania foi atribuído o prémio de melhor resumo apresentado durante o evento, da autoria de Miguel Leal, investigador colaborador do CEG-IGOT, da Universidade de Lisboa.
O trabalho premiado reflete sobre o tema “Influências da rede de drenagem das características do relevo nas inundações urbanas de Lisboa”.
Fonte - CMS













