Setúbal - Bloco rochoso em risco de queda na Arrábida.Câmara quer reunião com novo Governo para resolver problema

Por Jornal Rostos
Em 8 de fevereiro de 2023, por razões de segurança, André Martins determinou o encerramento do troço da Rua Círio da Arrábida entre a Praia da Figueirinha e o Creiro, por se ter verificado que havia o risco de queda sobre a via de um bloco rochoso com cerca de mil toneladas, localizado em terrenos propriedade da empresa Secil e em pleno Parque Natural da Arrábida.
“Vamos continuar a insistir com o Governo para que assuma as responsabilidades que já reconheceu e, no primeiro dia em que o novo Governo estiver em funções, tomarei a iniciativa de pedir de imediato uma nova reunião com quem tiver a tutela desta área, para avançar para as necessárias soluções”, afirmou hoje o presidente da Câmara.
O autarca recordou todo o processo, lembrando que tomou a decisão de encerrar a estrada “na sequência de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, e perante a evidência das imagens que foram apresentadas” quanto ao risco de queda da rocha.
“O risco de queda do bloco está bem documentado por análises técnicas que não podemos ignorar. É manifestamente perigoso circular por aquela estrada nas atuais circunstâncias”, disse, salientando que a Câmara Municipal começou a “trabalhar nas necessárias soluções” logo que o problema foi detetado, apesar de, como sublinhou, a resolução não ser competência da autarquia.
André Martins adiantou que a Câmara Municipal encetou contactos formais com o Ministério do Ambiente, o qual remeteu para as secretarias de Estado do Ambiente e da Conservação da Natureza, “uma vez que o risco ocorre em pleno Parque Natural da Arrábida”, tendo a empresa Secil, “a proprietária daqueles terrenos”, sido igualmente envolvida no processo.
“Da reunião conjunta realizada em junho do ano passado com estas secretarias de Estado resultou a decisão de realizar um estudo técnico para definir as condições da intervenção para resolução deste grave problema, tendo sido assumido pelos senhores secretários de Estado que a solução global para este caso seria financiada pelo Fundo Ambiental”, referiu o presidente da Câmara.
Na mesma reunião foi igualmente decidido “que era necessário contactar empresas da especialidade com o objetivo de ajudarem na definição do caderno de encargos e do valor base para o lançamento do concurso público para a elaboração do referido estudo”, tendo a Câmara Municipal enviado aos gabinetes dos governantes “o resultado dos contributos das empresas” em outubro de 2023.
Realçando que o bloco rochoso está localizado “em propriedade privada situada num parque natural, onde a Câmara Municipal não tem competências para intervir”, André Martins notou que, desde então, a autarquia “tem insistido com os gabinetes” dos dois secretários de Estado, “sem qualquer resposta”, para que “se realize uma reunião com o objetivo de avançar para a realização do estudo” técnico.
“A segurança de pessoas e bens é um valor fundamental que, enquanto presidente da Câmara Municipal, não posso, de forma alguma, descurar. Comigo, e sempre que existam indicações seguras de que há um risco real, tomarei as devidas medidas”, sublinhou o autarca. “Compreendemos perfeitamente os transtornos causados a todos os que utilizam esta zona e que aqui têm os seus negócios, mas a verdade é que não nos restou outra alternativa. Tudo continuaremos a fazer para resolver este problema”.
Fonte - CMS













