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Bastidores

Municípios de Palmela, Seixal e Sesimbra contra tarifa de resíduos para 2025Preocupações com impactos na sustentabilidade financeira dos Município

Os Municípios de Palmela, Seixal e Sesimbra, manifestaram no dia 18 de novembro, junto da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e da AMARSUL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, a sua total oposição à tarifa de resíduos proposta para 2025.

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Municípios de Palmela, Seixal e Sesimbra contra tarifa de resíduos para 2025 Preocupações com impactos na sustentabilidade financeira dos Município

Por Jornal Rostos

Palmela reafirmou, em sede de Conselho Consultivo da AMARSUL, as suas preocupações com a evolução tarifária e os seus impactos na sustentabilidade financeira dos Municípios e consequente repercussão as/nos munícipes, destacando-se o desequilíbrio, desproporcional e injusto, nas várias fontes de financiamento. Refira-se que, todos os Municípios da AMARSUL tomaram posição idêntica.
A Câmara Municipal considera imperativa uma redução tarifária que devolva sustentabilidade ao sistema e capacidade às/aos munícipes e municípios para cumprirem com os seus pagamentos, bem como a necessidade urgente de fazer refletir na tarifa o aumento das receitas adicionais por via da atualização tardia dos Valores de Contrapartida, acentuando ainda mais a sua redução.
Os municípios relembram a parca atualização dos Valores de Contrapartida para 2025 que ficou muito aquém da cobertura de custos da recolha e tratamento de resíduos, mantendo os municípios reféns de uma posição inaceitável de ter de suportar as responsabilidades que são dos produtores de resíduos. Os valores de contrapartida mantiveram-se, incompreensivelmente, inalterados entre 2016 e 2023, beneficiando as entidades produtoras e indo ao arrepio da legislação em vigor, que determinava a sua atualização.
Para agravar ainda mais a situação, acresce que, entre 2016 e 2024, as tarifas aumentaram mais de 300%, passando de 20€/ton em 2016 para 77€ em 2024. No mesmo período, a Taxa de Gestão de Resíduos passou de 7€/ton para os atuais 30€ e ,em 2025, irá aumentar para 35€.
Reconhecendo a irracionalidade da evolução tarifária em curso, o Município de Palmela tem vindo a subsidiar parte da tarifa por via do seu orçamento por forma a não onerar ainda mais as famílias, o que se tem tornado, cada vez mais, insuportável para o orçamento municipal.
É por demais evidente a impossibilidade dos municípios cumprirem as recomendações da ERSAR a 100%, pelo enorme esforço que tal representaria para as/os munícipes. Fazer repercutir integralmente na tarifa o custo com o sistema, não só levaria a valores exponenciais onerando os orçamentos das famílias, empresas e associações, como representaria uma injustiça, demonstrada pelo desequilíbrio no que toca à percentagem de comparticipação entre as diferentes fontes de financiamento (a comparticipação do produtor/embalador).

Fonte - CMP

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