MOITA - NOVO TERMINAL FLUVIAL DE ALHOS VEDROSADMINISTRAÇÃO DA TRANSTEJO SOFLUSA VISITA LOCAL E LANÇA ESTUDOS TÉCNICOS

Por Jornal Rostos
Apesar de o Governo ter anunciado, em 2023, uma verba de 3 milhões de euros destinada ao novo terminal da Moita e à reabilitação de outros cais do Arco Ribeirinho Sul (Cacilhas, Seixal, Barreiro e Montijo), a execução tem sofrido atrasos face ao calendário inicialmente previsto, que apontava para investimentos graduais entre 2024 e 2026.
Pressão Autárquica
O passo agora dado pela Transtejo Soflusa é indissociável da postura reivindicativa da Câmara Municipal da Moita. Em julho de 2025, o executivo municipal aprovou uma moção exigindo garantias concretas do Governo para investimentos em transportes. A urgência prende-se com o facto de a Moita ser, atualmente, um dos municípios mais procurados para habitação na Área Metropolitana de Lisboa, devido à qualidade de vida e segurança.
O executivo sublinhou, nessa data, que o crescimento populacional e a atratividade imobiliária do concelho tornam o terminal fluvial uma resposta imediata e inadiável para garantir a mobilidade dos residentes que trabalham na capital.
Com o compromisso assumido, agora, pela administração da Transtejo Soflusa, a autarquia espera que o hiato entre a promessa governamental de 2023 e a realidade no terreno comece finalmente a fechar-se. O início dos estudos técnicos é o gatilho necessário para o desbloqueio das verbas inscritas na Resolução do Conselho de Ministros, permitindo que Alhos Vedros passe a integrar de forma efetiva a rede de transporte fluvial do Tejo.
A Câmara Municipal da Moita continuará a exigir ao Ministério das Infraestruturas o cumprimento integral dos prazos, defendendo que o desenvolvimento habitacional do concelho só será sustentável se acompanhado por investimentos robustos em conectividade e transporte público.













