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Bastidores

Mário Durval candidato do BE“O PS não cumpriu como alternativa à CDU”

Francisco Louça, dirigente nacional do Bloco de Esquerda, salientou que a eleição de um vereador pelo BE, no Barreiro, é um dos objectivos nacionais, porque esta cidade “é um símbolo importante”, quer pelo significado da sua história, quer pelo futuro.

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Mário Durval candidato do BE “O PS não cumpriu como alternativa à CDU”

Por Jornal Rostos

Na Conferência de Imprensa que decorreu, junto ao lago, no Parque da Cidade, foram apresentados aos órgãos de comunicação social, os candidatos do Bloco de Esquerda, nas próximas eleições autárquicas – Mário Durval, candidato à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro e Humberto Candeias, candidato à Presidência da Assembleia Municipal do Barreiro.
Humberto Candeias salientou o paradoxo que afecta a cidade do Barreiro, por um lado ser um concelho onde existem níveis de qualificação superior e que ao longo de anos distinguiu-se pela qualidade, nos dias hoje, na sua opinião, está a perder qualidade e apresenta indicadores preocupantes, quer em termos de desemprego, quer de HIV (sida).
Falta qualidade de vida

Segundo Humberto Candeias este paradoxo é estranho e demonstra que “falta qualidade de vida”no concelho.
Neste contexto, salientou que no Barreiro “há interesses que não são interesses das populações”, mas são “interesses ligados ao imobiliário”, e, considerou que esta situação, com alguns anos, afecta o desenvolvimento do Barreiro.
O candidato a Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro referiu que não se tem verificado inversão na perda de qualidade de vida dos barreirenses.
Por outro lado criticou a falta de inquietação com problemas sociais, que “nos causa muita estranheza” e considerou que estes assuntos não podem continuar a passar ao lado da Agenda dos serviços Sociais do Barreiro, e considerou que os problemas sociais têm que fazer parte da vida política local.
Lamentou, igualmente, que a acção da Câmara continue a não apostar na qualidade dos seus serviços.
Humberto Candeias, salientou que os políticos locais estão mais preocupados com questões de lugares e de poder, “os partidos dominantes perdem-se em lutas intestinas” em vez de se preocuparem em “considerar o que é fundamental para o Barreiro”.

Bloco de Esquerda a diferença

Maria Aiveca, deputada do Distrito de Setúbal, referiu a importância das eleições autárquicas e considerou que há “deficit de participação das populações na vida das suas terras”, nomeadamente no distrito de Setúbal, não tem sido orientação das autarquias motivar os cidadãos para a participação.
A deputada do BE considerou que o Barreiro é uma cidade que se mantém cinzenta, e expressou a ideia que com a candidatura do Bloco de Esquerda – “é possível alterar esta situação”.
Recordou a recente votação obtida pelo Bloco de Esquerda, nas eleições legislativas, e considerou que a votação dos barreirenses deposita esperança na “esquerda de confiança”, pelo que acredita, que após as próximas eleições autárquicas a grande diferença na Câmara Municipal do Barreiro vai ser o Bloco de Esquerda, de forma a por fim às políticas de continuidade.

Apostar na eleição de Mário Durval

Francisco Louça, referiu que os 10% de eleitores que votaram no Barreiro, no Bloco de Esquerda, nas legislativas, permitem sublinhar o objectivo político de eleger Mário Durval – “a nossa vitória será eleger um vereador” e deputados municipais.
Francisco Loução manifestou a oposição do Bloco de Esquerda à intenção do governo de promover, o Referendo Europeu, em simultâneo com as eleições autárquicas, facto que na sua opinião não irá contribuir para a discussão Europeia que é preciso fazer em Portugal.

Criar o “Passe Intermodal Único”

Francisco Loução anunciou que o Bloco de Esquerda vai apresentar o seu próprio projecto de Lei sobre Arrendamento, porque considera que é necessário promover a requalificação urbana e a promoção de habitação social de qualidade.
Recordou que há cerca de 100 mil casas desocupadas na Área Metropolitana de Lisboa.
Por outro lado, salientou que o Bloco de Esquerda vai desenvolver acções no sentido de ser instituído o “Passe Intermodal Único”, de forma a que os utentes possam utilizar vários modos de transporte.

Uma gestão transparente

Mário Durval, candidato a Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por referir que “só vale a pena candidatarmos se trouxermos um sinal de mudança” e apostarmos “numa nova forma de estar na autarquia”.
Neste contexto considerou que o Bloco de Esquerda irá estimular “o espírito de serviço público”, promovendo uma cultura que aposte na qualidade dos serviços e motive a participação dos trabalhadores na gestão e na definição dos compromissos com os cidadãos.
Recordou que a greve e a luta dos trabalhadores das autarquias do Barreiro não pode ser apenas interpretada como uma luta política, que há problemas que já existiam e que dantes não faziam greve e agora fazem : “se agora é porque continua a não haver clareza , nem transparência na gestão e na estrutura autárquica”.
Mário Durval considerou que há problemas no concelho que não podem passar ao lado da autarquia, porque produzem efeitos sobre o Barreiro, recordou a situação das Oficinas da EMEF e da diminuição de circulação de comboios.

Quebrar o “Ciclo do Betão”

O candidato do Bloco de Esquerda à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que “é preciso parar o ciclo do betão”, porque há 5 mil casas vagas no concelho do Barreiro – “este ciclo infernal tem que ser parado”.
Por outro lado criticou o que diz denominar-se a nova “centralidade de Coina”, que na sua opinião não é mais que criar “um novo dormitório” e exigiu que se defenda o Sapal de Coina.
Na sua opinião, mais que continuar com o “ciclo de betão” é importante promover a “requalificação urbana”, nomeadamente do Barreiro Velho.
A finalizar sublinhou que “com o Bloco de Esquerda a Câmara Municipal do Barreiro nunca mais vai ser a mesma”.

A oposição da CDU não dá garantias

No diálogo com os jornalistas Francisco Louça salientou que o Barreiro é uma das referências da acção política a nível nacional nas próximas eleições autárquicas, porque o Barreiro é um símbolo importante, pela sua história e pelo seu significado futuro.
Mário Durval, acrescentou que “o PS não cumpriu como alternativa à CDU” e sublinhou que “a oposição da CDU não dá garantias” porque ao longo destes quatro anos “nunca foi oposição”.
Mário Durval considerou que o PS vai ganhar as próximas eleições autárquicas no Barreiro, mas, estas eleições serão também a oportunidade de “os barreirenses nos mostrarem a confiança, porque somos uma alternativa séria” e, com a “nossa eleição na Câmara iremos nos bater pelas nossas políticas”, recusando de alguma forma que o BE se limite a ser uma força de charneira do PS.

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