Vereadores CDU acusamPresidente e Vereador da Câmara …contra população desfavorecida

Por Jornal Rostos
Transcrevemos integralmente o conteúdo da A DECLARAÇÃO DOS VEREADORES DA CDU, NA SESSÃO da Câmara Municipal do Barreiro ,realizada no dia 4 DE MAIO DE 2005, RELATIVAMENTE À CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DO PRESIDENTE E VEREADOR, SOBRE A”RUMO”:
“O Presidente da Câmara e o Vereador Amílcar Romano colocam em risco a integração profissional e social de uma centena de pessoas, por incumprimento do protocolo celebrado, em 2000, entre a Câmara e a Rumo, o qual conta com o apoio do Centro de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional, desde o seu início.
A partir do ano 2000 a Rumo desenvolve um importante trabalho social, tendo preparado profissional e socialmente 354 pessoas com dificuldades de vária ordem, necessitando de ajuda para se integrarem na sociedade.
Com este trabalho a Rumo ajudou a criar 13 cozinhas que servem 18 Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e 13 Jardins-de-Infância da rede pública.
Com este trabalho a Rumo tem organizado e servido refeições escolares a cerca de 34.650 crianças/mês, das quais cerca de 18.549 são crianças carenciadas.
Com este trabalho a Rumo realizou 93 cursos de preparação profissional, que possibilitam a integração destas pessoas no mercado de trabalho.
Toda esta acção é reconhecida como de grande interesse social merecendo o apoio do Centro de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que financia o projecto, desde o seu início, tendo investido até ao momento, 2.787.136.57 €.
Toda esta acção é considerada pela Câmara como um autêntico serviço público, em deliberação que aprovou em 2000, o protocolo de parceria com a Rumo, proposta aprovada pela Vereação (da qual fazia parte o Vereador Amílcar Romano), por unanimidade.
Subitamente, em 2003, a Câmara deixou de cumprir parte das obrigações assumidas com o Protocolo, pondo em causa a continuidade da acção social da Rumo, ameaçando a situação de vida de todos os trabalhadores que dela dependem.
Tomam esta decisão, sem explicação objectiva, sem aviso prévio, sem ser efectuada qualquer avaliação da acção que a Rumo tem vindo a realizar, sem denunciar Protocolo, sem mostrar interesse em negociar alguma alteração, sem realizar consulta aos restantes vereadores e interrompendo o processo habitual de fazer aprovar anualmente as adendas ao Protocolo que estabeleciam a verba a dispender/ano.
Em conferência de imprensa o Sr. Presidente e o Vereador Amílcar Romano (que antes, sempre aprovara o Protocolo) acusam um dos Vereadores da CDU de um misterioso interesse na Rumo, sem apresentarem qualquer prova, ou sequer fundamentarem a sua afirmação e sabendo que um Vereador, qualquer que seja, não pode celebrar protocolos, por decisão exclusivamente sua.
A acusação do Presidente seria ridícula se não assumisse um carácter dramático ao pôr em causa a continuidade de uma acção de carácter social de integração de pessoas desfavorecidas que a Rumo desenvolve desde 2000, ao pôr em causa todos os que nela trabalham, que dela dependem e por ela são apoiados.
A acusação do Presidente seria ridícula se não colocasse uma provável insensatez política acima do investimento já realizado quer pelo Centro de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional, quer pela Comunidade do Barreiro.”













