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Bastidores

Assembleia Municipal do Barreiro (II)Sessão Barreiro Reconhecido merece críticas

Criticas à forma como decorreu a Sessão Solene Barreiro Reconhecido, as promessas eleitorais do PS e da CDU, a privatização da água, as AUGI’s e a pré- campanha eleitoral das autárquicas temas que animar o primeiro dia dos trabalhos.

6 min de leitura

Por Jornal Rostos

No período antes da ordem do dia, Hélder Madeira, CDU, começou por considerar positivo o facto de, só no próprio dia, se proceder à divulgação dos nomes de cidadãos ou instituições galardoados com a condecoração “Barreiro Reconhecido”, referiu, igualmente, ser positiva a ideia de ser editada uma brochura contendo a biografia dos homenageados.
Por outro lado teceu críticas à forma como decorreu a recepção aos convidados, assim como ao facto de não estarem reservados lugares para os Deputados Municipais, perto do espaço reservado à Vereação.
Hélder Madeira criticou, igualmente, a forma como foi organizada a sessão do “Barreiro Reconhecido” – “o que aconteceu não é o meu Barreiro Reconhecido”.
“Não se queira fazer espectáculo de tudo” –salientou o deputado da CDU, acrescentando, “espero que aquele deplorável espectáculo não se repita mais”, porque disse – “ de sessão solene passou a sessão pimba”.
João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, PCP, lamentou o atraso no arranque das Câmaras Frigorificas e do Parque de Estacionamento no novo Mercado Municipal de Santo André, referindo – “foi uma paralisia que atacou o executivo”.
Na sua opinião esta situação pode já ter causado um prejuízo na ordem dos 30 mil contos.

Não à privatização das águas

Carlos Humberto, CDU, criticou a posição assumida por Emídio Xavier, no processo de criação de uma entidade multimunicipal de gestão das águas na Península de Setúbal e manifestou contra as eventuais medidas de políticas nacionais que perspectivam a privatização das águas.
Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, PCP, embora referindo que não estava contra as obras na Avenida Alfredo da Silva, expressou as suas dúvidas se esta obra “é a mais aconselhável nesta altura”,defendo a aplicação dessas verbas em obras a realizar em escolas.

Reconversão das AUGI’s

Fernanda Moreno, PS, recordando que no inicio do actual mandato, nenhuma AUGI tinha avançado para a reconversão legal, sublinhou que actualmente 41% das AUGI’s viram já o processo de reconversão, em virtude de ter sido desenvolvido o Projecto Municipal de Reconversão das AUGI’s.
Bruno Vitorino, PSD, recordando que já se vive num clima de pré-campanha apelou ao respeito pelas “opiniões divergentes”.
O deputado social democrata criticou a forma como decorreu a cerimónia do Barreiro Reconhecido, assim como a existência de cartazes que referem que “prometemos-cumprimos”, porque, salientou “a Câmara não é do PS, é dos barreirenses”.
António Sardinha, PS, começou por afirmar que na sessão Barreiro Reconhecido “também não me senti bem”, porque “houve coisas que não correram bem”.
Salientou, ainda, que “a nossa cidade tem um projecto educativo”, sublinhando como um dos exemplos dessa realidade a realização da Feira Pedagógica.
“Voltamos a ser uma referência na Educação Nacional” – sublinhou.

As promessas da CDU

Cardoso Ferreira, PS, foi outra voz crítica à forma como decorreu a sessão solene Barreiro Reconhecido.
Sobre as criticas ás obras na Avenida Alfredo da Silva, feitas pela CDU, disse que a realização de obras trás sempre inconvenientes, mas sobre as prioridades referidas pela CDU, acrescentou que se fossem feitas outras obras, para a CDU, “seria outra a prioritária”.
E, a propósito de promessas eleitorais, Cardoso Ferreira recordou algumas promessas eleitorais da CDU, de 1980, nunca cumpridas : Prolongamento da Avenida da Liberdade; ligação Casquilhos Quinta da Lomba, criação da Empresa Municipal de Transportes; Passeio Ribeirinho de Coina; ETAR; Viaduto Stara Zagora – Bairro das Palmeiras; Ponte Barreiro-Seixal, Mercado de Santo André.
Referiu o autarca socialista que apesar do não cumprimento pela CDU das suas promessas, nunca viu “os ridículos painéis do PSD”.

Prometer e enganar o povo

Daniel Cabrita, CDU, teceu algumas reflexões sobre a actual situação económica do país, sublinhando as suas preocupações porque as actuais políticas reflectem “falso sentido de justiça social”.
Na sua opinião “o problema fundamental do país é a economia e a competitividade”.
Na sua opinião na campanha eleitoral “houve embuste” porque, disse,”duvido que não se conhecia” a situação do país.
Daniel Cabrita considerou que foram feitas promessas para ganhar votos, como que não iam aumentar os impostos, e, perante o que foi feito isto foi “enganar o povo”.
João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, PCP, recordou o trabalho que foi desenvolvido pela sua Junta de Freguesia na recuperação de AUGI’s e questionou para quando uma solução para a Quinta Francisco Rodrigues.
Bruno Vitorino, PSD, referiu que o PSD foi responsável na gestão da autarquia e permitiu de forma séria “o funcionamento do Executivo”.
Na sua intervenção alertou para as obras da Avenida Alfredo da Silva questionando se estava salvaguardo, no projecto, a necessidade de separação de colectores de águas pluviais e domésticas – “se isto não está acautelado é uma decisão muito grave”, a realização desta obra.
Lançou o apelo para a urgência de se avançar com a construção de uma Rotunda em Casquilhos – “todos os dias há ali acidentes”.
Saudou a realização das Marchas Populares do Movimento Associativo e a Festa do Alto do Seixalinho.
A finalizar, Bruno Vitorino, sobre as AUGI’s recordou a acção desenvolvida pelo PSD e salientou que “muita promessa foi feita” mas”no terreno são só dificuldades”.

Água tem que ser gestão pública

Emídio Xavier, sobre os acontecimentos relativos ao Barreiro Reconhecido, referiu que a intenção foi “levar os jovens ao Barreiro Reconhecido”, havia vontade de inovar, criar novas soluções.
Sobre os atrasos referidos, no Mercado de Santo André, salientou que espera para breve iniciar o processo de aluguer das garagens, a existência de dificuldades na certificação do sistema de frio, foi a causa dos atrasos.
Sobre a sua posição de voto, criticada por Carlos Humberto, acerca da criação da empresa multimunicipal de gestão da água, sublinhou que a sua posição foi contra porque não estava salvaguarda e garantida a maioria de capital municipal.
Na sua opinião a “agua tem que ter gestão pública” e não se pode deixar que sejam os privados a determinar as tarifas.
Sobre as criticas aos painéis da CMB, salientou que, “quem faz as obras é a CMB”, que as promete nos seus Planos de Actividades e, portanto, referiu “foi a Câmara que prometeu e cumpriu”.

A pedagogia das campanhas eleitorais

Emídio Xavier teceu criticas à colocação de cartazes pelo PSD perto da sua residência.
Bruno Vitorino, PSD, recordou que não há intenções pessoas “isto é politica”.
Carlos Humberto, CDU, referiu que na campanha eleitoral devem os partidos fazer pedagogia politica, e serem aceites as diferenças de opinião relativamente à gestão.
O deputado da CDU recordou a anterior campanha eleitoral do PS, que classificou de “inqualificável”, referindo-se ao slogan – “Não comem criancinhas, mas destruíram o Barreiro”.
E, assim, foi concluído o primeiro dia de trabalhos da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro.

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