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Bastidores

Assembleia Municipal do BarreiroPonte Barreiro-Chelas tem de ser rodoferroviária

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro que decorreu ontem à noite a questão das acessibilidades foi uma das mais discutidas e que reuniu mais consenso em toda a sessão. A construção da ponte entre Barreiro e Chelas, para servir ao TGV e a integração do Barreiro no projecto Metro Sul do Tejo, foram temas apresentados em moções.

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Por Jornal Rostos

A reunião ordinária da Assembleia Municipal do Barreiro decorreu ontem à noite e prolongou-se por várias horas, apesar dos tempos para cada partido serem controlados através de um computador.

A questão das acessibilidades foi uma das mais discutidas, e que reuniu mais consenso em toda a sessão. A construção da ponte entre Barreiro e Chelas, para servir ao TGV e a integração do Barreiro no projecto Metro Sul do Tejo, foram temas apresentados em moções.

Acessibilidades do Barreiro

A CDU considerou que apenas uma ponte ferroviária Barreiro-Chelas não irá servir o Barreiro, nem irá atenuar os problemas, tendo para tal de incluir a componente rodoviária, no que foi secundada pelo PS e PSD.
Este último apontou ainda a necessidade apresentar ao Governo algumas exigências prévias como os estudos de impacto social e ambiental, um projecto ferroviário para o TGV e para a bitola europeia, bem como a integração de uma estação ferroviária para servir a margem sul.
Carlos Humberto, presidente da autarquia, em declarações ao Rostos, referiu que “a ponte pode ser um factor de desenvolvimento do concelho e da própria região, mas para isso pressupõe que seja uma ponte rodoferroviária e que não sirva apenas para se ficar a ver passar os comboios, por isso deve incluir o comboio tradicional, sendo assim um factor de desenvolvimento do pólo ferroviário do Barreiro, que ajude a requalificar a região.”
O PSD apresentou ainda uma moção onde referia a necessidade do Barreiro ser incluído no projecto do Metro Sul do Tejo, além de uma outra sobre a necessidade de um estudo ambiental sobre o Parque Empresarial da Quimiparque e a respectiva descontaminação dos solos.
Neste período foram ainda pedidas explicações ao presidente da câmara sobre o encerramento do Espaço J, sobre o Mercado 1º de Maio e as obras do Polis, assim como foi levantada uma questão sobre pessoal dos TCB e da autarquia.
Carlos Humberto respondeu que o Espaço J está a ser alvo de pequenas obras e reabrirá nos primeiros dias de Janeiro, que o mercado ainda está sobre uma providência cautelar e por isso não podem ser tomadas decisões sobre o assunto e que as obras do Polis estão a enfrentar um problema técnico-jurídico com complexidades e por isso a autarquia ainda não pode pronunciar-se sobre o assunto.

Período da ordem do dia

Durante este período foi apreciada a informação escrita pelo presidente da autarquia sobre a actividade do município, assim como a respectiva situação financeira. Sobre isto, Carlos Humberto frisou que se trata do primeiro relatório, obrigatório por lei ser efectuado em determinadas datas e por isso é fundamentado no mandato anterior, contando apenas com três meses do actual mandato.
Na informação apresentada constam dados relativos ao Orçamento da Câmara, sendo o saldo corrente da autarquia actualmente de 4.758.862 euros. As receitas correntes orçaram os 29.045.835 euros, e as despesas correntes ficaram pelos 24.286.973 euros.
O deputado Manuel Dias, proposto pela CDU foi eleito para representante da Assembleia Municipal da Comissão Municipal, depois de o PS ter retirado a candidatura que apresentara. Foi também votado o presidente de Junta de Freguesia a ser eleito para a Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, cargo que coube a Vicente Jesus Pazadas, edil da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca e proposto também pela CDU.
A nova composição da Comissão Alargada de Protecção de Crianças e Jovens, também foi a votos, e esta passa a ser composta por Maria Irene Belo Neves, António Amado, que já faziam parte da Comissão, bem como Alexandra Maria Silvestre e Ilda Maria Cochicho da Avó.
No período de intervenção do público, o primeiro da ordem de trabalhos, apenas um munícipe interveio, Álvaro Marinho, fazendo um apelo à autarquia para disponibilizar um passe social gratuito aos mais idosos, e pedindo uma solução para facilitar a mobilidade de quem passa pela passagem superior da Verderena.
Em relação a esta questão, Carlos Humberto referiu ainda ao Rostos que “este é um problema sério que incomoda toda a população e não apenas os mais idosos. Gostaríamos de o resolver ou atenuar, mas não podemos simplesmente deitar abaixo a estrutura, por isso pedimos entrevistas com as várias entidades que interferem sobre a passagem, para com eles dialogar e ver quais as possibilidades de atenuar o problema. Só depois destas entrevistas é que estaremos em condições de dizer algo mais.”

Maria do Carmo Torres

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