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Bastidores

Alcácer do SalCâmara demarca-se do encerramento de escolas do ensino básico

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai enviar uma carta ao Director-Regional de Educação, na qual se demarca do encerramento previsto de quatro escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Esta tomada de posição oficial justifica-se porque aquele responsável terá afirmado publicamente saber que a autarquia concordava com o fecho dos estabelecimentos de ensino o que, para além de não ser verdade, é incorrecto do ponto de vista das relações institucionais.

Na verdade, o único caso em que o encerramento reúne algum consenso é no que diz respeito à escola de Casa Branca, frequentada apenas por dois irmãos e que chegou a ter o fim do seu funcionamento marcado para o ano passado, já que também apresenta más condições em termos de instalações. As crianças afectadas serão transferidas para a escola do Torrão.

Outra escola com extinção esperada é a de Foros de Albergaria, cujos cinco alunos transitarão para a localidade de Arez.

Dois casos mais problemáticos são os de Santa Catarina e de Santa Susana. No primeiro, a câmara municipal pediu à tutela que adiasse o fim do funcionamento por um ano. É que as crianças que frequentam a escola deverão concluir aquele grau de ensino no ano lectivo de 2006-2007, sendo que, após esse facto, o estabelecimento fecharia naturalmente por falta de alunos.

Santa Susana é a situação que suscitou a maior oposição, já que, embora actualmente ali existam só dois alunos, é expectável o ingresso de pelo menos mais três no próximo ano, provenientes do ensino pré-escolar.

Outro factor relevante é o desta escola acolher as crianças da aldeia de Barrancão. Se o estabelecimento em causa vier mesmo a encerrar, estas terão que se deslocar para Alcácer, a cerca de 30 quilómetros, ou então para Montemor, já noutro concelho.

Aumento da rede de transportes

Para a autarquia, esta problemática representa, em termos práticos, um aumento da rede de transportes a suportar de forma a encaminhar as crianças. Para as famílias, a gravidade da situação prende-se com libertar menores, de seis anos de idade, com pouca autonomia escolar – alguns dos quais nunca frequentaram qualquer estabelecimento, como jardim-de-infância ou pré-escolar – que terão que passar dias inteiros longe das suas casas e sem o acompanhamento dos seus familiares.

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