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Bastidores

Ana Teresa Vicente, Presidente da AMR de SetúbalPlaneamento Estratégico “uma das principais ferramentas do desenvolvimento territorial

A Presidente da AMRS apresentou, no I Fórum de Autoridades Locais de Periferia, em França, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, como sendo um exemplo real de processo participativo e cuja principal mais valia foi o método utilizado – o da participação sistemática de agentes representativos de todos os sectores da
Região.

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Ana Teresa Vicente, Presidente da AMR de Setúbal Planeamento Estratégico “uma das principais ferramentas do desenvolvimento territorial

Por Jornal Rostos

A Presidente do Conselho Directivo da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), Ana Teresa Vicente, deslocou-se recentemente a França, nomeadamente ao município de Nanterre, para participar no I Fórum de Autoridades Locais de Periferia.
O evento subordinado ao tema: “Uma abordagem específica do Mundo das metrópoles urbanas” decorreu entre os dias 2 e 4 de Março, e pretendeu aprofundar a dinâmica de “trabalho em comum” e partilhar experiências, contribuindo, desta forma, para a compreensão das realidades do mundo das metrópoles urbanas.

“Face à exclusão social e à violência: o compromisso das cidades pelos direitos de todos e por metrópoles mais solidárias”, foi o título da intervenção da Presidente da AMRS, no qual destacou a importância do Planeamento Estratégico, classificando-o como “uma das principais ferramentas do desenvolvimento territorial”, cuja característica mais interessantes é, justamente, “o facto de cada território a poder adaptar às suas características, necessidades e possibilidades particulares, sendo o resultado de cada processo um plano único, irrepetível noutro contexto”.
Ana Teresa Vicente, afirmou que o sistema de planeamento “é parte importante da nossa Democracia! Ajuda-nos a integrar os diferentes pontos de vista, das pessoas e agentes, a propósito do desenvolvimento, e concede às nossas populações a oportunidade de se pronunciarem sobre o futuro da NOSSA terra”.

Plano Estratégico Desenvolvimento da Península de Setúbal um exemplo de processo participativo

A Presidente da AMRS apresentou, assim, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, como sendo um exemplo real de processo participativo e cuja principal mais valia foi o método utilizado – o da participação sistemática de agentes representativos de todos os sectores da
Região: “um projecto global para a Região de Setúbal que nos permitiu formular objectivos prioritários e concentrar esforços na direcção mais acertada, e foi, sem dúvida, um meio para alcançar o que “queremos ser”, um processo que se iniciou com a análise “do que somos” e “do que temos” e terminou com a conclusão “do que desejamos”.

Desafio da participação individual dos cidadãos

Convicta de que os exercícios de Planeamento Estratégico não devem ser pontuais nem datados, mas sim exercícios de construção e reavaliação permanente, a presidente da Associação sublinha que “o nosso Plano continua a ser um documento vivo, em processo de monitorização e base estratégica, para a intervenção de todos os agentes da Região”. O futuro e os resultados do PEDEPES dependem, agora, da forma como todos os agentes souberem e quiserem utilizar, “ mas o grande desafio que se nos coloca é o da participação individual dos cidadãos, motivando-os para a discussão dos problemas apostando na valorização e rentabilização dos recursos humanos da Península de Setúbal, como força imprescindível do seu desenvolvimento e, simultaneamente, do reforço da cidadania”.

No final da sua intervenção, Ana Teresa Vicente, acrescentou que “a nossa ambição vai mais longe e pretende que a participação directa das populações seja cada vez mais uma realidade demonstrando que a Democracia Representativa pode ser enriquecida com novas formas de intervenção, e que a participação leva a qualificação e é motor do desenvolvimento sustentável”.

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