Estudo de Marketing TerritorialLigação entre a promoção do território e a actividade empresarial
Por Jornal Rostos
Um Estudo de Marketing Territorial aplicado a Abrantes foi apresentado no dia 13 de Março, no EdifícioPirâmide.
Intitulado “Abrantes Cidade Tecnológica do Tejo”, trata-se de um trabalho elaborado por seis alunos finalistas do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Universidade Nova de Lisboa.
Coube a quatro – Frederico Munguambe, Guseppe Trupia, Henrique Torres e Mários Alves – fazerem a sua apresentação à comunidade Abrantina explicando que o trabalho recaiu sobre Abrantes por dois motivos. Desde logo por influência de um dos jovens do grupo já que a família tem uma residência na freguesia de Mouriscas e porque “é um concelho interessante para este tipo de trabalho, porque tem potencial, atractividade e uma imagem forte”.
Importante ferramenta de gestão do território
Os autores explicaram que o marketing territorial funciona como uma importante ferramenta de gestão do território estabelecendo a necessária ligação entre a promoção do território e a actividade empresarial e económica de uma região, permitindo olhar tanto para dentro como para fora do território. Explicaram que o Marketing Territorial “é capaz de projectar os actuais trunfos do concelho e elevá-los à condição de alavanca do desenvolvimento económico e social de Abrantes”.
Do diagnóstico concelhio apresentado pelo grupo de universitários há a destacar alguns pontos fortes relativos a Abrantes, salientando-se a boa situação geográfica, a rede de transportes, a oferta de serviços, o apoio industrial ou a relação Indústria/Escola Superior. O estudo aponta também alguns factores estruturantes que poderão determinar a dinâmica geral das tendências do território, como por exemplo os instrumentos de apoio empresarial (destacando-se o papel da NERSANT), o Parque Industrial de Abrantes, o Tecnopolo, a ESTA, o turismo como oportunidade económica, entre outros.
Na rota do desenvolvimento tecnológico
“Abrantes está já na rota do desenvolvimento tecnológico. Já fez o trabalho de casa” referiram os autores do Estudo salientando como exemplos o Tecnopolo do Vale do Tejo ou a Escola Superior de Tecnologia. Acreditam que Abrantes é suficientemente atractiva para captar “gente de fora” salientando alguns factores de potencial para o desenvolvimento de um turismo sustentado dando como bons exemplos a acessibilidade de Abrantes ao exterior, em especial a Lisboa, o Tejo, as infra-estruturas desportivas, entre outras.
No entanto o Estudo do grupo de universitários apontou também um conjunto de pontos fracos que devem ser tomados em conta: o envelhecimento da população, mão-de-obra pouco qualificada ou a emergência de novos concorrentes territoriais. Por isso os autores alertaram os responsáveis concelhios para que “tomem uma atitude rápida” apelando à necessidade de “mobilizar responsáveis políticos, associações, investidores e opinião pública a colaborarem no processo de transição do modelo sócio-económico e a adoptarem atitudes mais pró-cívicas e mais sensíveis às vantagens das novas tecnologias”.
Para o Presidente da Câmara, Nelson de Carvalho, este Estudo pode ser “um contributo muito positivo para ajudar a aprofundar o debate em torno do Plano Estratégico da Cidade de Abrantes” cujo primeiro diagnóstico já foi apresentado.
Este Estudo de Marketing Territorial aplicado a Abrantes está disponível para consulta em www.cm-abrantes.pt













