Vereadora Sofia Martins em diálogo abertoDá a conhecer situação das obras na Avenida Alfredo da Silva
- Obras estão a decorrer com normalidade

Por Jornal Rostos
Dar a conhecer os melhoramentos da empreitada de requalificação que a Avenida Alfredo de Sousa está a receber, depois de vários meses em que as obras se arrastaram, foi o objectivo de uma reunião informal entre a vereadora do pelouro das Obras e Serviços Urbanos, Sofia Martins, alguns técnicos da Câmara Municipal do Barreiro e os jornalistas, a que se seguiu uma visita às obras.
Depois de vários meses de obras, a Câmara Municipal do Barreiro decidiu rescindir o contrato com o empreiteiro João Cerejo dos Santos, encarregue do projecto de requalificação da Avenida Alfredo de Sousa, e requerer ao Governo Civil de Setúbal a posse administrativa da obra, depois da abertura de processo de insolvência do empreiteiro, o que foi concedido.
“Por isso, os nossos serviços já avançaram com algumas intervenções, como a Divisão de Águas e Saneamento, que efectuou as 12 ligações de água que faltavam, e esperamos que até ao final da semana fiquem prontas as restantes três” referiu Sofia Martins.
O calcetamento das ruas com calçada portuguesa e a colocação de postes de iluminação e luminárias está a decorrer, e as obras estão a cargo das empresas Calciconstroi e Duarte e Luz, respectivamente.
Processo inquinado
A vereadora confessou que “tem sido uma obra complicada, e o executivo camarário, mal iniciou as suas funções, apercebeu-se de que se tratava de um processo inquinado. As obras iniciaram-se em Maio e tinham a previsão de acabarem em Outubro. Nessa altura o empreiteiro teve um prolongamento dado pela Câmara Municipal, até Novembro, mas não cumpriu e acabou por abrir um processo de insolvência.
O executivo sempre quis resolver este assunto e tomar conta do processo da obra, porque nos apercebemos de que não estava a correr bem.
Tivemos de pressionar e rescindir do contrato e pedir a posse administrativa
O executivo tem feito um esforço imenso para resolver o problema, porque se trata de uma artéria principal do Barreiro e precisa de ser tratada.”
Questionada sobre se o empreiteiro deixou de cumprir com os prazos da obra devido a falta de pagamento por parte da autarquia e do executivo do anterior mandato, Sofia Martins disse não conhecer a verdade dos factos. “Temos duas versões: uma de que o empreiteiro parou as obras porque não recebia e outra de que a autarquia não lhe pagava porque este não estava a cumprir com os prazos, mas não sabemos qual a versão verdadeira. O anterior executivo referiu que o empreiteiro não cumpria com o acordado desde o início das obras. Os esforços que fizemos no sentido de entrar em contacto com a empresa João Cerejo dos Santos também se revelaram infrutíferas, e sem grande abertura para o diálogo por parte da empresa. E como as obras continuavam a não cumprir com o acordado, tivemos de pressionar e rescindir do contrato e pedir a posse administrativa, algo que o empreiteiro nunca contestou”.
Todos os dias aqui chegam responsáveis das empresas sub-empreiteiras
Neste processo, a autarquia teve prejuízos, “que além dos financeiros, porque a dívida terá de ser paga, mais não seja aos credores da empresa, também tivemos vários casos de pessoas que caíram nos buracos abertos ou tropeçaram nos fios, areias que entupiram os contadores e os equipamentos domésticos dos moradores.
Ficaram também várias anomalias que a câmara tem de resolver e ninguém irá pagar isto à autarquia. Além disso, quase todos os dias aqui chegam responsáveis das empresas sub-empreiteiras que trabalhavam com a João Cerejo dos Santos, a queixarem-se de que não tiveram dinheiro para pagar aos empregados, porque não receberam da empresa. O que a Câmara Municipal pode apenas fazer é mostrar-se solidária com eles mas não se pode sobrepor a essa situação.”
Maria do Carmo Torres













