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Bastidores

No Barreiro – Vereador João Soares salientaPlano Municipal de Emergência está em fase de revisão

A Câmara Municipal do Barreiro através do Serviço Municipal de Protecção Civil reuniu, com as empresas do Concelho que integram a directiva comunitária ‘Seveso II’, entre outras conclusões da reunião, o Vereador João Soares salientou que “existe um controlo efectivo ao nível dos produtos que circulam dentro da área geográfica do nosso Concelho”.

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No Barreiro – Vereador João Soares salienta Plano Municipal de Emergência está em fase de revisão

Por Jornal Rostos

“Vivemos num ambiente sujeito a riscos - naturais ou tecnológicos – perante os quais importa desenvolver uma cultura de segurança participada. Analisar a realidade envolvente, inventariar os recursos existentes e testar a eficácia das normas de segurança são acções que contribuem para a promoção de uma consciência colectiva e corporizam o conceito de Protecção Civil” – refere a nota da DIRP, enviada para a nossa redacção.
Acrescenta a referida nota que com base neste princípio, a Câmara Municipal do Barreiro através do Serviço Municipal de Protecção Civil reuniu, com as empresas do Concelho que integram a directiva comunitária ‘Seveso II’ - Fisipe, Tanquipor, Adubos de Portugal e Companhia Petroquímica do Barreiro – num encontro também participado pelas forças de segurança – PSP e GNR -, pelas duas Corporações de Bombeiros do Concelho, pela Quimiparque, pelas empresas Quimitécnica e Sovena e pelo Centro Distrital de Operações do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
Tendo em conta que a directiva ‘Seveso II’ tem por objectivo prevenir os acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e limitar as suas repercussões no homem e no ambiente, garantindo elevados níveis de protecção em toda a Comunidade, a ordem de trabalhos desta reunião assentou numa exposição, por parte das referidas empresas, dos seus planos de emergência internos, produtos que manuseiam, e respectivos cuidados a ter, em caso de acidente.

Sensibilizar para a necessidade de trabalho conjunto

A reunião foi realizada de forma a envolver todas as entidades que, em caso de emergência, serão chamadas a intervir e a contactar com matérias-primas consideradas perigosas. “A ideia é, juntar todos os intervenientes, esclarecer dúvidas, trocar impressões e sensibiliza-los para a necessidade de um trabalho conjunto uma vez que geograficamente as empresas estão todas muito próximas”, referiu Rui de Carvalho do Serviço Municipal de Protecção Civil da Câmara Municipal do Barreiro.
Ainda segundo Rui de Carvalho, “as empresas revelaram uma abertura muito grande e falaram, de forma descomprometida, nos produtos que manuseiam, nos respectivos cuidados de utilização, nos seus planos de emergência internos, e isso foi bastante positivo.”

Elaboração do Plano de Emergência Externo

Sem dramatismos mas com a consciência de que destas empresas entram e saem produtos considerados perigosos, por via ferroviária e por via rodoviária, a Câmara Municipal do Barreiro está apostada numa actuação de prevenção e segurança ao nível da Protecção Civil. Desta forma, e depois de assegurar o efectivo intercâmbio de informações e a cooperação entre todas as entidades envolvidas (empresas da ‘Seveso II’, PSP, GNR, Bombeiros, Hospital e Delegado de Saúde) a etapa seguinte é a elaboração de um plano de emergência externo em articulação com o Plano de Emergência do Concelho do Barreiro.

Integrar no Plano Municipal de Emergência

Responsável pela coordenação funcional do Departamento de Protecção Civil, o Vereador João Soares referiu a este respeito que “a partir dos planos de emergência internos das empresas vamos desenvolver e assegurar a parte externa desse mesmo processo por forma a integrá-lo no nosso Plano Municipal de Emergência, actualmente, em fase de revisão e a receber contributos do Centro Municipal Operacional de Emergência e Protecção Civil. “
Em jeito de balanço, João Soares considerou que esta reunião foi “extremamente importante, ao nível da aceitação e da adesão manifestada por estas empresas, e também porque veio provar que existe um controlo efectivo ao nível dos produtos que circulam dentro da área geográfica do nosso Concelho e que existem pessoas e processos completamente actualizados para combater qualquer situação que ocorra."

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