CDU BarreiroExige a modernização das actuais oficinas da EMEF
“A electrificação da totalidade da linha do Sado, desde 1999 prometida por sucessivos governos, mas nunca concretizada, apesar de se terem iniciados alguns trabalhos entre o Pinhal Novo e o Barreiro, abruptamente interrompidos em Julho de 2005, mantém-se como uma exigência urgente” – refere a moção apresentada pelos eleitos da CDU, na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
A Moção sobre o tema : “ O Sector Ferroviário e o Concelho do Barreiro” apresentada na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro foi aprovada com os votos favoráveis do PCP/CDU, PSD e BE, contou com 9 abstenções do PS e um voto contra também do Partido Socialista.
Divulgamos o teor integral da moção aprovada na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro.
MOÇÃO
O Sector Ferroviário e o Concelho do Barreiro
Com a inauguração da via férrea e a instalação das oficinas a ela afectas, na segunda metade do século XIX, o sector ferroviário assume, desde então uma importância determinante para o Barreiro.
Hoje, o Barreiro, face à sua situação privilegiada frente a Lisboa, na margem do Tejo, fazendo parte, por opção e por evidência geográfica e social, da Área Metropolitana de Lisboa, assume ainda uma concreta importância, em termos de acessibilidades internas na Região e na ligação entre o Sul e o Norte do país.
A electrificação da totalidade da linha do Sado, desde 1999 prometida por sucessivos governos, mas nunca concretizada, apesar de se terem iniciados alguns trabalhos entre o Pinhal Novo e o Barreiro, abruptamente interrompidos em Julho de 2005, mantém-se como uma exigência urgente.
Até porque, o comboio eléctrico é um meio de transporte seguro, cómodo, não poluente, mais rápido e barato, podendo melhor contribuir para uma significativa diminuição dos fluxos de trânsito nas vias rodoviárias, que já hoje se encontram saturadas
As políticas que têm sido seguidas, de privilégio para com a empresa privada FERTAGUS, empresa para quem o Estado faz todo o investimento necessário, na linha que utiliza, ainda pagando compensações “pelo serviço prestado”, em detrimento da empresa pública CP, conjugadas com a anunciada alteração que a CP vai fazer nos horários dos comboios que partem do Barreiro e terminariam no Pinhal Novo, não só não resolvem os problemas existentes como os agravam, provocando enormes prejuízos e transtornos diários na vida de milhares de utentes do meio de transporte ferroviário.
Por outro lado a, bastas vezes reivindicada e agora anunciada, construção da ponte Barreiro/Chelas e o aproveitamento da mesma para o TGV, cria novas oportunidades ao Concelho do Barreiro, tanto ao nível do transporte ferroviário suburbano e regional como no do aproveitamento das infra estruturas oficinais existentes no Barreiro.
Ainda, porque o atravessamento do Concelho pela via ferroviária deve ser feito de forma a que não se prejudique as populações, isolando-as de cada um dos lados da linha, antes inserindo-a no tecido urbano e permitindo a sua travessia pedonal, como é o caso evidente do término da linha férrea, junto à zona da Recosta/Miguel Pais.
E, por fim, porque a realidade ferroviária faz parte da memória e da identidade do Barreiro.
A Assembleia Municipal do Barreiro, reunida no dia 28 de Abril de 2006, decide:
1. Exigir o integral cumprimento, por parte do Governo e da CP, do que vem sendo prometido há sete anos sobre a electrificação na totalidade da linha do Sado e a manutenção de comboios entre o Barreiro e Praias do Sado;
2. Exigir que a CP suspenda imediatamente a alteração dos horários dos comboios entre o Barreiro e Pinhal Novo, que pretende fazer no breve prazo;
3. Exigir a manutenção dos postos de trabalho e a modernização das actuais oficinas da EMEF, tendo em conta as novas realidades e o aproveitamento das novas oportunidades decorrentes da electrificação da linha e da implementação do TGV;
4. Exigir à REFER, a abertura de uma travessia pedonal da linha-férrea, ao nível da mesma, entre a Rua da Recosta e a Rua Miguel Pais.
5. Exigir a criação de um núcleo museológico ferroviário, no Barreiro, que tenha em conta a história e a identidade do Concelho e que permita o aproveitamento de saberes e do enorme acervo de materiais existentes.
Barreiro, 28 de Abril de 2006
Os eleitos da CDU













