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Bastidores

Partido Socialista Barreiro afirmaA pesada herança do PS, herdada pela CDU, permite gerir com condições financeiras adequadas

“A realidade dos números demonstra que a pretensa “pesada herança” do PS, herdada pela gestão CDU, permite continuar a gerir a autarquia com condições financeiras adequadas, sendo imcompreensíveis as cenas de dramatismo artificial que alguns insistem em simular. Em contrapartida, concluímos com naturalidade que não foram identificadas as graves ilegalidades proclamadas, com pompa e circunstância, durante os últimos meses pelos agitadores do costume.” – refere um comunicado, enviado para a nossa redacção, pelo Gabinete de Imprensa do Partido Socialista do Barreiro.

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Partido Socialista Barreiro afirma A pesada herança do PS, herdada pela CDU, permite gerir com condições financeiras adequadas

Por Jornal Rostos

O comunicado do Gabinete de Imprensa do Partido Socialista do Barreiro, é intitulado “A era do vazio demagógico: 229 dias após as eleições de Outubro.”
Na sua Introdução, o comunicado refere que – “A auditoria que é agora tornada pública foi adjudicada através de uma decisão unipessoal do senhor Presidente da Câmara, após ter sido desafiado nesse sentido pelos deputados municipais do Partido Socialista (PS), que responderam de modo categórico às suspeições fomentadas pela maioria CDU a respeito da gestão camarária anterior.
Consideramos que todo o processo subsequente decorreu de maneira pouco linear, visto que a actual vereação foi apenas informada de que se encontrava em curso uma auditoria, nunca tendo recebido qualquer dado sobre os seus objectivos ou sobre as razões que presidiram à escolha da empresa que elaborou o relatório em apreço.
Como se estas circunstâncias não fossem já suficientemente graves, os eleitos do PS não foram sequer ouvidos no decurso deste processo, ainda que tenha sido do conhecimento geral a sua disponibilidade para prestarem esclarecimentos sobre as matérias mencionadas. Por outro lado, os vereadores socialistas só tomaram conhecimento do conteúdo do referido documento no passado dia 17 de Maio, o que não lhes permitiu preparar atempadamente a discussão ocorrida nessa reunião.”

Assistimos a um conjunto de fugas cirúrgicas de informação

“Esta situação assume contornos ainda mais sinistros quando constatamos que, durante a última semana, assistimos a um conjunto de fugas cirúrgicas de informação, que mais não pretendiam do que deturpar a realidade dos factos, o que se terá verificado somente porque os resultados apurados não foram do agrado de quem andou a alimentar calúnias e boatos infundados.
O PS censura frontalmente os acontecimentos que acabámos de relatar, assim como repudia o facto de os nossos vereadores, enquanto membros do executivo, não terem sido convocados para a conferência de imprensa que a CMB marcou para o dia 26 de Maio.
A conjugação de todos estes incidentes e malabarismos políticos levam-nos a crer que, durante os próximos tempos, continuaremos a assistir a este tipo de manobras evasivas, indiciadoras de que a CDU continua sem qualquer tipo de visão estratégica sobre o futuro da cidade, e não se encontra minimamente interessada em que os barreirenses tenham acesso às verdadeiras conclusões da auditoria.
Assim se vê a tão apregoada transparência do PC. – acrescenta o comunicado do Partido Socialista.

A pretensa “pesada herança” do PS, herdada pela gestão CDU, permite continuar a gerir

O comunicado do Partido Socialista desenvolve uma “Análise sucinta do relatório”, sublinhando que – “Numa primeira abordagem, quanto ao conteúdo da auditoria, consideramos como pertinente enfatizar o seguinte:

1) Confirma-se que foram deixados disponíveis em bancos e em caixa mais de 7 milhões de euros (cf. pág.62), o que viabiliza uma confortável folga de tesouraria. Para termos a percepção da importância deste valor, basta recordarmos que a C.M. Seixal tinha, segundo o seu relatório de contas em 31/12/2005, apenas 250 mil euros - ou seja, 28 vezes menos.

2) Constata-se que as verbas a receber de candidaturas referentes às obras de Recuperação Urbana (logradouros), Avenida Alfredo da Silva, Avenida Nova do Parque e Pavilhão da Escola Secundária de Santo António, bem como as relativas às rendas da EDP, perfazem um montante que ascende a mais de 1,8 milhões de euros, confirmando-se aquilo que sempre veiculámos. Estas quantias são valores a abater no momento do pagamento de algumas facturas em dívida.

3)Não é legítimo, num flash aplicado a 31/10/2005, incluir despesas com a seguinte tipologia:

a)Dívidas de financiamentos exigíveis nos dois meses subsequentes;

b)Compromissos não realizados;

c) Operações de financiamento posteriores a 2005.

Nota: Ao afirmamos a ilegitimidade desta opção, queremos realçar que, no balanço do deve-haver a 31 de Outubro, se optamos por levar em linha de conta as dívidas surgidas posteriormente , temos de considerar também as receitas normais da autarquia que ocorreram ou ocorrerão depois dessa data.

Por conseguinte, e se nos referirmos a 31/10/2005 chegamos aos seguintes números:

. Disponibilidades em tesourarian €7.098.473

. Dívidas a receber-------- €3.935.334
. Verbas a receber--------- €1.837.844
Total de activos--------------€12.871.651

. Dívidas a fornecedores-----€7.550.744
. Outros encargos-------------€3.251.513

Total de encargos------------€10.802.257

Verifica-se, assim, a existência da seguinte disponibilidade financeira:

Liquidez
(€12.871.651- €10.802.257)---€2.069.394

A realidade dos números demonstra que a pretensa “pesada herança” do PS, herdada pela gestão CDU, permite continuar a gerir a autarquia com condições financeiras adequadas, sendo imcompreensíveis as cenas de dramatismo artificial que alguns insistem em simular. Em contrapartida, concluímos com naturalidade que não foram identificadas as graves ilegalidades proclamadas, com pompa e circunstância, durante os últimos meses pelos agitadores do costume.

Situação económico-financeira do município exige uma postura rigorosa e cuidadosa

O comunicado do Partido Socialista finaliza com um capítulo denominado “Conclusão” onde salienta que – “Esta auditoria veio confirmar, no essencial, o que sempre dissemos. A situação de tesouraria encontra-se controlada, e a verdade é que a autarquia, passados 6 meses, tem ainda em caixa 5 milhões de euros e, no final deste mês, com as receitas provenientes do IMI, voltará a ter 7 milhões de euros.
A situação económico-financeira do município exige, como nunca deixou de exigir, que seja adoptada uma postura rigorosa e cuidadosa.
Em 2001, quando o PS tomou posse, apesar do elevado nível de endividamento da autarquia e das conclusões constantes no relatório do Tribunal de Contas à gestão de 2000 (CDU), não pedimos, conforme muitos aconselhavam, uma auditoria externa. Na base desta decisão, esteve a nossa confiança nos serviços e a clara percepção de que uma atitude deste tipo poderia ser considerada como mera chicana política, sem que o Barreiro ou os barreirenses lucrassem alguma coisa com essa atitude.”

Antes das próximas eleições autárquicas promover uma nova auditoria

“O actual Presidente tem uma outra concepção da política. Como tal, e após uma sucessão de declarações contraditórias e pouco sustentadas, não lhe restou qualquer alternativa que não fosse a realização da auditoria apresentada publicamente hoje. Considerámos, desde o primeiro momento, que tinha toda a legitimidade para o fazer e que, a partir de dada altura, esta passou a ser a única saída plausível para o imbróglio em que se deixou enredar.
No entanto, e por um imperativo de honestidade intelectual, passou agora a ter uma obrigação moral indeclinável: antes das próximas eleições autárquicas, deverá promover uma nova auditoria para que se saiba, nessa precisa data, o estado da situação financeira da câmara.
Se o não fizer, então tudo o que se passou foi mais um acto de pura demagogia, suportado pelo dinheiro dos contribuintes.
Oportunamente, voltaremos a este assunto” – refere a finalizar o comunicado do Gabinete de Imprensa do Partido Socialista do Barreiro.

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