Câmara Municipal da MoitaDesertificação do Mercado Municipal de Alhos Vedros preocupa vereadores
A situação de desertificação continuada do Mercado Municipal de Alhos Vedros foi um dos temas que animou a ordem de trabalhos da reunião pública descentralizada da Câmara Municipal da Moita.

Por Jornal Rostos
A reunião pública da Câmara Municipal da Moita que decorreu ontem, à noite, na sede do União Desportivo e Cultural Banheirense foi, nas matérias contidas na sua ordem de trabalhos, uma reunião pacífica, tendo todos os seus pontos sido aprovados por unanimidade.
O primeiro ponto da reunião, aprovado por unanimidade, tratou de ratificar a deliberação da Assembleia Geral dos Serviços Sociais das Autarquias da Moita, que procedeu à alteração das quotizações dos seus associados os quais, desde que inscritos nos Serviços Sociais passam a descontar 1.75 sobre os seus vencimentos para aqueles serviços, enquanto até á presente data descontavam 1.50, por outro lado, os Serviços Sociais instituem uma Jóia de Admissão.
Foi, igualmente pacifico, sem qualquer discussão e aprovado por unanimidade, a aprovação de um subsídio “simbólico” de 250 Euros, apresentado pela Vereadora Vivina Nunes, destinado a apoiar a Associação Moitense dos Amigos de Angola, tendo por objectivo apoiar a realização do II Encontro de Ecologia e Desenvolvimento do Vale da Amoreira.
Crise nos Mercados Municipais
Por fim, foram aprovados, por unanimidade, um conjunto de seis pontos, sobre desistência da Loja nº 2 de Congelados do Mercado Municipal da Zona Sul da Baixa da Banheira e pedidos de ocupação e desistência de bancas, nos Mercados Municipais da Baixa da Banheira, da moita e de alhos Vedros.
Vítor Cabral, Vereador eleito pelo Partido Socialista, sublinhou que o Mercado Municipal de Alhos Vedros “deixa a ter banca a funcionar de venda de legumes e hortaliças” e referiu que “agrava-se a situação do Mercado de Alhos Vedros”.
Segundo Vítor Cabral salientou, “o Mercado de Alhos Vedros precisa de solução” e considerou que “integrar aquele equipamento no Alhos Vedros Cultural não é solução”.
O Vereador socialista salientou igualmente que “o Mercado da Moita avança para ter cada vez menos bancas a funcionar” porque “a desertificação das bancas continua”.
Rui Garcia, Vice Presidente da Câmara Municipal da Moita, salientou que o Mercado de Alhos Vedros é aquele “com mais dificuldades no concelho” porque a “sua estrutura de comércio não tem pujança”, salientou que Alhos Vedros “é um caso especial, infelizmente especial” que “merece uma reflexão” porque ao longo dos anos “tem vindo a extinguir-se”.
Recuperação dos “Pátios da Baixa da Banheira”
A reunião foi precedida por um ponto antes da ordem do dia, onde foram abordados diversos aspectos da vida autárquica.
Vítor Cabral, PS, alertou para a necessidade de ser concluído um troço de rua, nos limites dos concelhos do Barreiro e Moita, que há anos se encontra por concluir.
Luís nascimento, PSD, alertou para se evitar que a Câmara cometa ilegalidade, no tratamento informático de inquéritos que tem vinda a realizar, e considerou preocupante a existência de papeleiras destruídas na via pública, fenómenos que demonstram ser necessário promover a educação cívica.
Vítor Raminhos, Bloco de Esquerda, solicitou esclarecimentos sobre a evolução do processo de definição da REN – Reserva Ecológica Nacional, no concelho da Moita, assim como o desenvolvimento dos trabalhos de revisão do Plano Director Municipal.
A finalizar referiu que a construção da ETAR (Moita – Barreiro) é “uma obra que vai contribuir para melhorar a qualidade de vida” e melhorar a zona ribeirinha.
O Vereador do Bloco de Esquerda defendeu a recuperação e classificação dos tradicionais “Pateos da Baixa da Banheira” dado que os mesmos são “vestígios da memória e da história local”.
Aumenta a recolha selectiva na Moita
Carlos Santos, Vereador da CDU, salientou a propósito da recolha de resíduos sólidos urbanos no concelho da Moita, que “o concelho da Moita é o 2º concelho na Península de Setúbal onde há menos resíduos sólidos recolhidos” facto que resulta de “um aumento da recolha selectiva”.
Carlos Santos, sublinhou ser esta uma tendência positiva, devendo apostar-se na promoção da educação ambiental.
Na sua intervenção recordou que a Escola D. João I, possui a “bandeira verde de Eco escola”, sendo esta uma aposta na valorização da educação ambiental, no entanto, referiu o Ministério da Educação, não arranja os espaços exteriores da escola.
Proposta de REN concluída em Junho
João Lobo, sublinhou o contributo da Câmara Municipal da moita para a resolução do problema da construção da ETAR ( Moita- Barreiro).
Recordou que na candidatura de requalificação urbana da Vila da Baixa da Banheira, com um valor de 26 milhões de Euros, mas da qual apenas vão ser recebidos 10.5 milhões de euros, um dos pontos dessa candidatura visava a reabilitação do Parque Habitacional, nomeadamente os pátios – “essa proposta não foi considerada”.
Sobre o PDM referiu que a proposta está a evoluir, estando a aguardar aspectos relacionados com a definição da REN.
“As reclamações estão a ser trabalhadas” sublinhou e em Junho “os aspectos técnicos ficam concluídos” e serão entregues na CCDR.
Salientando a posição da Associação Nacional de Municipios, sobre a proposta de REN do Governo, João Lobo afirmou – “ a proposta de REN não vai resolver nada”.
Terminado o ponto de antes da ordem do dia e da ordem de trabalhos seguiu-se o ponto de intervenção do público.
Debate com público animado
Foi uma reunião, pelo sublinhado muito participada, com diversos assuntos a animar o debate, desde o complexo desportivo do União Banheirense, passando pela utilização do campo de futebol do Vale da Amoreira ( Desportivo de Portugal) após a conclusão das obras ( com inauguração prevista para 24 de Junho), até, ao serviço de refeições aos alunos da escola do ensino básico, na Barra Cheia, foram diversos os temas, que trataremos noutro nota de reportagem.













