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Bastidores

Câmara de Setúbal consideraLeviana a atitude da Comissão de Trabalhadores
. Suicídio de quatro trabalhadores da Câmara Municipal

“O suicídio de quatro trabalhadores da Câmara Municipal no mesmo ano constitui um motivo de preocupação e é anormal, mas, tanto quanto nos foi possível apurar junto das pessoas mais próximas desses funcionários, são, de uma forma geral, razões de índole pessoal, nomeadamente de saúde, que podem explicar o ocorrido.” – refere uma nota da Câmara Municipal de Setúbal, enviada para a nossa redacção.

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Câmara de Setúbal considera Leviana a atitude da Comissão de Trabalhadores . Suicídio de quatro trabalhadores da Câmara Municipal

Por Jornal Rostos

“A Câmara Municipal de Setúbal considera vergonhosa a forma como a Comissão de Trabalhadores da CMS está a divulgar os casos de suicídio de funcionários da Autarquia.
Em nota enviada aos órgãos de comunicação social e em contactos posteriores com os jornalistas, o presidente daquela comissão, sr. Tolentino Sardo, atribui a responsabilidade dos quatro suicídios verificados este ano ao desespero provocado pela degradação das condições económicas do pessoal da CMS, nomeadamente a redução drástica das horas extraordinárias” – refere a nota da Câmara Municipal de Setúbal enviada para a nossa redacção.

Leviana a atitude do sr. Tolentino Sardo

“A Câmara Municipal considera leviana a atitude do sr. Tolentino Sardo e entende que ela não defende os interesses e o bem-estar dos trabalhadores, constituindo, antes, um desrespeito pelo momento de profunda dor vivida pelos familiares e amigos dos falecidos.
É lamentável que a Comissão de Trabalhadores da CMS, com base em afirmações caluniosas e desprovidas de qualquer fundamento científico, pretenda que sejam os órgãos de comunicação social a discutir um assunto tão delicado” – acrescenta o comunicado da autarquia setubalense.

Suicídio de quatro trabalhadores da Câmara Municipal

“O suicídio de quatro trabalhadores da Câmara Municipal no mesmo ano constitui um motivo de preocupação e é anormal, mas, tanto quanto nos foi possível apurar junto das pessoas mais próximas desses funcionários, são, de uma forma geral, razões de índole pessoal, nomeadamente de saúde, que podem explicar o ocorrido.
Não cabe à Autarquia investigar a vida pessoal das pessoas para compreender as razões que levam alguém a pôr termo à sua vida, mas, a julgar pelas informações recolhidas, não há nestes quatro casos um padrão quanto às motivações que conduziram aos actos. E muito menos existe um historial de litígio com a entidade patronal.” – sublinha a Câmara Municipal de Setúbal.

Drástica redução das horas extraordinárias

“Não há desse modo qualquer base científica que permita atribuir o nexo de causalidade sugerido pela Comissão de Trabalhadores da CMS.
A drástica redução das horas extraordinárias verificada nos últimos anos no pessoal da CMS apontada pelo sr. Tolentino Sardo é uma realidade e decorre da necessidade de sanear as finanças da Autarquia e de cumprir as obrigações impostas pelo Contrato de Reequilíbrio Financeiro assinado com o Governo.
Não aceitamos é que essa política de contenção orçamental, tão necessária para reequilibrar as finanças da Câmara Municipal e seguida por outros organismos e sectores da Administração Pública, seja apontada como a causa de mortes entre funcionários.” – refere a nota da autarquia.

Câmara Municipal de Setúbal lamenta a morte de mais este trabalhador

“Se assim fosse, o encerramento de empresas, os despedimentos colectivos, o desemprego e a precariedade do trabalho seriam responsáveis por muitos mais suicídios do que os que se registam em Portugal.
O último caso, verificado no dia 10 de Agosto, que despoletou esta iniciativa da Comissão de Trabalhadores da CMS, foi protagonizado por um pedreiro que, por motivos de saúde, se encontrava em regime de serviços adequados às suas limitações, colocado num armazém.
A Câmara Municipal de Setúbal lamenta a morte de mais este trabalhador e mostra-se disponível para, através do seu Gabinete de Saúde Ocupacional, prestar apoio médico e social a qualquer funcionário que o requeira ou quando for detectada a necessidade de intervenção nessa área.
A Autarquia, através daquele Gabinete, em particular do Serviço de Medicina do Trabalho, procede à vigilância destas situações, de forma a apoiar os funcionários e, quando se justifique, a encaminhá-los para especialistas do Serviço Nacional de Saúde ou para os seus médicos assistentes.
É desenvolvida uma actuação preventiva, com os exames periódicos de aptidão a que é sujeito o pessoal da CMS ou com exames ocasionais feitos sempre que são referenciados casos por indicação das chefias ou de trabalhadores. Esta actividade permanente de vigilância tem permitido detectar situações clínicas que justificam o mencionado encaminhamento.” – salienta a finalizar a nota da Câmara Municipal de Setúbal.

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