PSD Montijo consideraCâmara do Montijo apresenta solução redutora sobre encerramento da Urgência do Hospital
Segundo a autarca do PSD, embora existam coincidências na “oposição ao encerramento deste serviço”, há uma apreciação divergente “nos caminhos propostos para o futuro.”
Neste contexto, Lucília Ferra, expressa publicamente a “profunda decepção face ao contributo apresentado pela CMM”, porque apresenta “uma solução única, ao tempo extemporânea, redutora e minimalista.”

Por Jornal Rostos
“Em sede de discussão pública do relatório da comissão técnica de apoio ao processo de requalificação da rede de urgência hospitalar, relatório que propõe o encerramento do serviço de urgências do Hospital do Montijo, foram entregues e divulgados dois documentos, um oriundo do Partido Social Democrata do Montijo e outro da Câmara Municipal de Montijo, assinado pela senhora Presidente.
Ambos coincidem na sua oposição ao encerramento deste serviço, oposição essa que aliás, concita o acordo de todas as forças políticas locais.
Porém, os documentos em apreciação divergem abissalmente nos caminhos propostos para o futuro.
Na qualidade de cidadã e de subscritora da proposta do PSD, e porque se trata de um período de reflexão colectiva, não posso deixar de expressar publicamente, após tê-lo feito na qualidade de vereadora do PSD, a minha profunda decepção face ao contributo apresentado pela CMM.” – refere Lucília Ferra, Vereadora do Partido Social Democrata, na Câmara Municipal do Montijo - segundo acrescenta Lucília Ferra – “Desde logo porque o texto peca por defeito e por excesso.
Defeito na argumentação, excesso na apresentação de uma solução única, ao tempo extemporânea, redutora e minimalista.”
Documento omite factos relevantes que traduzem factores específicos de risco
Neste contexto Lucília Ferra, salienta que o documento da Câmara Municipal do Montijo peca – “Por defeito porque o documento omite factos relevantes que traduzem factores específicos de risco. Falo-vos, designadamente, da existência no Montijo, da Base Aérea n.º 6.
Todos estamos conscientes da perigosidade inerente a esta infra-estrutura e sobretudo não esquecemos os acidentes que há anos ocorreram na cidade.
Por outro lado, o documento aflora, timidamente, os riscos associados à Ponte Vasco da Gama, IC32 e A12, vias de grande tráfego, mas despreza os graves congestionamentos de trânsito e filas infindáveis em certas horas do dia provocados, sobretudo, por movimentos pendulares de trânsito resultantes das deslocações casa/trabalho, pelo que os 45 minutos invocados na proposta podem ser largamente excedidos.
Mais, num cenário indesejável de grave acidente na Ponte Vasco da Gama ou de queda de um avião num núcleo habitacional, O CAOS, entre a imponência da catástrofe, a insuficiência dos meios, as deslocações obrigatórias e as filas infindáveis nos hospitais de recurso - Barreiro e Almada – instalar-se-ia em minutos.
Ora, tudo isto pode corresponder de facto à diferença entre a Vida e a Morte.”
Ter em linha de conta as necessidades efectivas das populações
Por outro lado, Lucília Ferra, considera que – “o documento peca igualmente por excesso quando apresenta uma única solução possível, extemporânea (estamos em fase de debate público) e redutora no objecto, ao propor, sem mais, a criação de um centro hospitalar constituído por Barreiro e Montijo, excluindo Almada, e, uma Urgência Básica.
Recordo-vos que o Serviço de Urgência Básica é considerado o primeiro nível de acolhimento a situações de urgência, constituindo o nível de cariz médico. Dispõe de dois médicos e dois enfermeiros em presença física, um auxiliar de acção médica e um administrativo, por equipa.
A rede de serviços de urgência integra ainda mais dois níveis diferenciados de resposta às necessidades: Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica e Serviços de Urgência Polivalente
A decisão final, nos termos da lei, não deixará de ter em linha de conta as necessidades efectivas das populações, as idiossincrasias geográficas e as diversas condições de acessibilidades regionais identificadas pelas administrações regionais de saúde.”
Presidente desiste de lutar por uma solução mais abrangente
Lucília Ferra, pergunta : “Será que face às características do Montijo e dos restantes concelhos servidos pelo HDM, se justifica, apenas e só, apresentar como solução única a criação de um Serviço de Urgência Básica.
Sempre diremos que mais vale este serviço que nenhum, mas, não deveríamos aproveitar o momento dito de requalificação da rede hospitalar para reflectirmos e, quem sabe, caso se justifique, defendermos uma solução mais abrangente?
Em minha opinião, a discussão pública deveria servir exactamente para explorar possibilidades e, a final, fazer a escolha mais assertiva e que melhor sirva a população.
Não para servir “ de bandeja” ao governo uma solução a jeito.......
Assim, não posso deixar de discordar, desde já, da posição assumida pela Sr.ª Presidente, porque, pese embora a decisão final possa vir a ser essa mesmo, na verdade a Sr.ª Presidente desiste, logo ao início, de lutar por uma solução mais abrangente.”
Documento facilita a perspectiva economicista da saúde do Governo
Lucília Ferra, a concluir, salienta que “em nossa opinião o documento facilita “ a vida” à perspectiva economicista da saúde deste Governo, correspondendo a uma tentativa falhada da Sr.ª Presidente, falhada porque por que o tempo é implacável na razão, de ficar bem com o Montijo e com o Governo.”













