Presidente da Câmara Municipal da Moita“CRIVA se quiser caminhar sozinho que caminhe sozinho”

Por Jornal Rostos
Na última reunião pública da Câmara Municipal da Moita, no período de intervenção do público, Ana Sofia, do CRIVA – Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira, referiu que naquela sessão estavam presentes cerca de 20 pessoas ligadas à instituição, entre utentes e dirigentes.
Ana Sofia desenvolveu um historial do CRIVA, cuja génese remonta aos anos 70, tendo sido inauguradas as suas instalações, nos anos 80, por Cavaco Silva, então, na sua qualidade de 1º Ministro.
Recordou que em 1997 foi criada a valência de Centro de Dia, e que o CRIVA mantém em funcionamento, nas Fontainhas um Centro de Convívio e um Centro de Dia, numa vivenda alugada.
CRIVA procura dar resposta às necessidades
Ana Sofia referiu diversas actividades desenvolvidas pelo CRIVA, quer no âmbito do Projecto “Viver Vale da Amoreira”, quer em acções em cooperação com o Banco Alimentar, quer no fornecimento alimentar a famílias carenciadas.
Recordou o trabalho realizado no combate à infoexclusão, as aulas de alfabetização, o Grupo Coral Esperança, salientando que o CRIVA é “um espaço de partilha de experiências e aprendizagens”.
“O CRIVA procura dar resposta às necessidades concretas das populações residentes no Vale da Amoreira” – salientou Ana Sofia.
Não acreditamos que somos discriminados
“O espaço não serve a nossa realidade” – referiu a propósito das carências de instalações, acrescentando que, apesar dessa realidade, e com “recursos inadequados” concretiza o CRIVA um trabalho que por todos é reconhecido como válido e positivo.
Ana Sofia sublinhou que a sua instituição de “há longa data” que solicita “espaços”.
“O CRIVA também merecia congratular-se com os apoios, como são atribuídos a outras instituições” – referiu, acrescentando – “não queremos acreditar que somos discriminados, damos o beneficio da dúvida”.
Estamos magoados com a Câmara
Ana Sofia, sublinhou que a Câmara Municipal da Moita ajudou o CRIVA com a cedência de um terreno destinado à construção de uma Creche.
No entanto, por outro lado, referiu que “estamos à espera” das verbas relativas ao apoio à obra, destinada à empresa de reinserção, porque contavam receber da Câmara Municipal da Moita 20% do investimento.
“Os investimentos são projectos que são mais valias para a freguesia” – salientou Ana Sofia.
“Estamos magoados com a Câmara” – salientou Ana Sofia.
Montar uma tenda à porta da Câmara
E, recordou que tomou conhecimento pelos órgãos de comunicação social que a Câmara atribuiu um subsídio de 1000 Euros – “mas não temos confirmação”.
Por outro lado, acrescentou que estiveram dois anos à espera da realização de uma reunião com o Presidente da Câmara e convidou o autarca visitar a instituição.
“Gostaríamos que a Câmara tivesse outra atitude com o CRIVA” – salientou Ana Sofia.
A finalizar acrescentou – “Vou montar uma tenda à porta da Câmara, enquanto a Câmara não mudar de atitude”.
Câmara não descrimina nenhuma instituição
A Vereadora Vivina Nunes, responsável pelo Pelouro dos Assuntos Sociais, afirmou que o “CRIVA realiza um trabalho meritório” e informou que a verba referida de apoio de 20%, está em análise e esse subsídio à obra poderá ser atribuído no ano 2007.
Recordou que a Câmara Municipal da Moita não pretende estar de costas voltadas para nenhuma instituição, nem discrimina instituições e recordou o empenhamento e a celeridade da autarquia, na resolução rápida na atribuição do terreno ao CRIVA, destinado à construção de uma Creche.
Não achamos certo diferenças de tratamentos
Vítor Cabral, vereador sem pelouro, eleito pelo Partido Socialista, referiu que “não gostei” da resposta que foi dada pela Vereadora Vivina Nunes ao CRIVA.
Na sua opinião o apoio ao CRIVA não pode ser justificado por ter sido dada uma resposta com celeridade na atribuição de um terreno.
“Não achamos certo que haja diferenças de tratamento das colectividades” – sublinhou Vítor Cabral, acrescentando que o apoio às obras na ordem de 20 % devia ter sido atribuído ao CRIVA.
Se a Câmara pode apoiar, deve apoiar
Luís Nascimento, vereador sem pelouro, eleito pelo PSD, valorizou a intervenção de Ana Sofia, referindo que se o CRIVA faz a obra e precisa de mais meios, ou mais verbas para melhorar e ampliar o seu trabalho – “Se a Câmara pode apoiar, deve apoiar”.
Situação do CRIVA deve ser ponderada
Joaquim Raminhos, vereador sem pelouro, eleito pelo Bloco de Esquerda, referiu que o CRIVA é “uma entidade que merece todo o reconhecimento” e salientou se um dia o CRIVA “fecha a porta vamos ver a falta que faz”.
Na sua opinião a situação em relação ao CRIVA “deve ser ponderada” no sentido de se “reforçar o apoio”.
Joaquim Raminhos salientou se “há diferenças de opinião” e se “há conflitos nos objectivos” é importante que exista diálogo.
CRIVA se quiser caminhar sozinho que caminhe sozinho
João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, salientou que “o caminho faz-se caminhando” e, acrescentou, - “O CRIVA se quiser caminhar sozinho que caminhe sozinho, quando quiser caminhar lado a lado, nós dizemos : Vamos ver se conseguimos”.
João Lobo, referiu que “não diz a bota com a perdigota”, e que “há qualquer coisa estranha”, a propósito da referência de estar o CRIVA “há dois anos à espera de uma reunião com o Presidente”.
Referiu que reuniu com o CRIVA e recordou que já visitou o CRIVA.
Por outro lado, João Lobo, salientou que não afirmava se a Câmara ia ou não ia subsidiar o CRIVA, porque - “não minto, não engano ninguém”.













