PS Setúbal afirmaOrçamento proposto para 2007 traduz o desnorte da CDU

Por Jornal Rostos
“No dia 6 do corrente mês de Dezembro, a proposta de Orçamento apresentada pela CDU para a Câmara de Setúbal, para 2007, não foi aprovada, com os votos contra de toda a oposição e naturalmente com os votos contra dos vereadores do P.S., que coerentemente não poderiam ter outra postura.
A Federação solidariza-se assim com a posição dos vereadores do P.S.” – refere o líder distrital do Partido Socialista.
Orçamento reflecte a ausência total de uma perspectiva coerente
“Em primeiro lugar porque a Câmara de Setúbal, apresenta hoje um défice sem paralelo por exclusiva responsabilidade da CDU que a gere há mais de cinco anos. Não há obra realizada pela CDU, a situação financeira é a mais grave de sempre, de tal sorte que a primeira responsável pela Câmara fez recentemente um apelo, insólito, e nunca visto aos empresários do Distrito para apoiarem financeiramente a recuperação de edifícios que cumpre à Câmara preservar. Isso diz tudo.
Em segundo lugar porque o Orçamento reflecte a ausência total de uma perspectiva coerente para o futuro do Concelho, sem projecto gerador de expectativas que reforce a confiança dos cidadãos. O Concelho está cada vez mais cinzento.” – acrescenta Vítor Ramalho, na sua tomada de posição sobre a votação das Opções do Plano na Câmara Municipal de Setúbal.
Orçamento proposto para 2007 traduz o desnorte da CDU
“Em terceiro lugar porque o Orçamento proposto para 2007 traduz o desnorte da CDU, que a levou a, sem explicações aos eleitores, e com desrespeito pela vontade destes, substituir o ex-Presidente Carlos Sousa e o Vereador Aranha Figueiredo, que detinha o importante pelouro do urbanismo. O resultado está à vista.
Estranha-se que a CDU se insurja contra o voto da oposição e particularmente do PS, quando, como é sabido, ainda recentemente votou contra o Orçamento do Estado para 2007.
Se fosse coerente, a CDU silenciaria qualquer reacção ao voto da oposição na Câmara porque tal resulta do legítimo exercício do direito dos vereadores. A CDU não pode nem deve dar com uma mão o que nega com a outra.” – refere a nota do Partido Socialista.
Evita-se que a Câmara continue a esbanjar dinheiros
“Além do mais o voto contra é em defesa dos eleitores, porque ao fazer aplicar de futuro as despesas com duodécimos, evita-se que a Câmara, de maioria CDU, continue a esbanjar dinheiros públicos sem qualquer obra realizada. É que apesar do apoio financeiro que lhe foi concedido, de largos milhões de contos há escassos dois anos, nem o Polis arrancou.
O voto contra foi assim e exclusivamente em defesa dos eleitores e em defesa do Concelho. – salienta a finalizar Vítor Ramalho, Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista













