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Bastidores

TERCEIRA TRAVESSIA DO TEJOO TGV está previsto inaugurar em 2013
A ponte tem que estar pronta antes desta data

“A ponte, tal como está prevista, é uma vitória do Concelho do Barreiro e da região” afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Humberto de Carvalho, no âmbito da iniciativa ‘Pequeno-almoço com a Imprensa’ onde esteve em análise a Terceira Travessia do Tejo.

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TERCEIRA TRAVESSIA DO TEJO O TGV está previsto inaugurar em 2013 A ponte tem que estar pronta antes desta data

Por Jornal Rostos

À conversa com os jornalistas, o Presidente da Câmara esclareceu que o facto de estar associado ao TGV, a construção da nova ponte, e fundamentalmente a existência de comboios tradicionais que permitem que as populações tenham acessos directos a outros pontos da Área Metropolitana de Lisboa, e do resto do País, é um facto positivo e que pode ajudar o desenvolvimento do Concelho. Assim sendo, Carlos Humberto de Carvalho não hesitou em afirmar que “a solução ponte ferroviária com as duas versões - TGV e comboio tradicional - é uma solução que ajuda o desenvolvimento do Concelho e da Região”. Esta afirmação tem por base, conforme referiu, os desenvolvimentos que estão previstos para o Concelho do Barreiro e que podem ajudar a retomar um crescimento e um desenvolvimento favoráveis à atenuação de problemas como o desemprego e a diminuição da população que na última década e meia se têm feito sentir. Neste contexto “A Terceira Travessia do Tejo, é claramente um desses investimentos que consideramos úteis e necessários. É igualmente útil e necessário que tenha a componente rodoviária. O que defendemos, muito claramente e com todo o empenho, é a existência de uma ponte rodo-ferroviária”, disse o Autarca.

Daquilo que conhece, e embora nada esteja ainda decidido, Carlos Humberto de Carvalho revelou ser uma possibilidade real o Barreiro voltar a ter um pólo ferroviário. “Os estudos estão a ser feitos no sentido de se poder localizar no Barreiro um novo pólo oficinal para a ferrovia, para o comboio tradicional e mesmo para a alta velocidade mas, como digo, são hipóteses que a serem confirmadas correspondem não só aos anseios como também às necessidades do Concelho e da Região”.

Questionado sobre os transtornos que a construção de uma nova travessia do Tejo irá implicar o Presidente da Câmara afirmou que o mais importante, e aquilo que deve ser sublinhado, é o facto de se poder anunciar, prever e planificar o desenvolvimento do Concelho dizendo que vai haver uma Terceira Travessia do Tejo e que essa travessia se localizará no Barreiro. “Trará mudanças, trará certamente alterações no território mas trará sobretudo vantagens e, assim sendo, temos que estar preparados para atenuar os problemas e potenciar as vantagens. Essa tem que ser a postura dos barreirenses, das várias entidades, das forças sociais e das forças políticas da autarquia, da Câmara e do seu presidente”.

Uma Ponte Tem Sempre Dois Sentidos

“Nós não temos ideia de que precisamos de uma ponte rodoviária para irmos para Lisboa” esclareceu Carlos Humberto de Carvalho manifestando-se claramente a sua opinião sobre a importância desta nova acessibilidade.”Temos ideia de que precisamos de uma ponte para entrarmos na margem norte mas também para que as populações da margem norte possam vir para a margem sul e isto é uma concepção de desenvolvimento. No fundo queremos concretizar no território aquilo que o PROT (Plano Regional de Ordenamento do Território) da AML defende ou seja, a existência de uma região poli-nucleada, com vários núcleos e com várias centralidades”.

Desta forma, e até porque o Barreiro tem um território que pode ajudar a essa centralidade, o território da Quimiparque, o Presidente da Câmara defende a ideia de que o Concelho, como um todo, pode ajudar a criar valências e emprego que atraia pessoas a esta margem. “Esta é uma visão integrada que é preciso ter-se do território da AML, por isso, e se a ponte for feita com esta visão, enquanto parte integrante de uma estratégia de desenvolvimento não há razões para preocupações. É por esta visão integrada da região e do Barreiro, como uma centralidade na região, que nós nos empenharemos”.

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