Presidente da Câmara de Setúbal refereEnorme ´dívida´ da gestão de 16 anos do Partido Socialista
“Mata Cáceres ´esqueceu´ que foi a CDU, já na presidência da Câmara Municipal, que se responsabilizou, como não podia deixar de ser, pelo pagamento de um enorme conjunto de compromissos assumidos e não pagos que passaram de um mandato para o outro.” - salienta a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira.

Por Jornal Rostos
Em comunicado, enviado para a nossa redacção,a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, dá resposta a declarações proferidas por Mata Cáceres, num recente debate promovido, em Setúbal, pela Juventude Socialista.
Enorme ´dívida´ da gestão de 16 anos do Partido Socialista
"A propósito das declarações proferidas por Mata Cáceres no âmbito de uma iniciativa partidária, realizada recentemente num auditório cedido pelo Instituto Português da Juventude, uma instituição tutelada pelo Governo que, neste momento, é dirigido pelo Partido Socialista, saúdo o antigo presidente da Câmara Municipal de Setúbal por, ao fim de seis anos, confirmar o que a CDU afirma desde 2001 no que respeita à enorme ´dívida´ que a gestão de 16 anos do Partido Socialista deixou na autarquia setubalense.” – refere a Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
Grave situação financeira em que deixou a edilidade
"Por outro lado, não posso deixar de lamentar que, só em 2007, seis anos depois de Mata Cáceres deixar, por vontade do eleitorado setubalense, a Câmara Municipal, o antigo presidente da autarquia tenha, finalmente, assumido em público que tem responsabilidades na grave situação financeira em que deixou a edilidade. Mata Cáceres e o partido que o suportou durante 16 anos sabem, afinal, que deixaram uma ´dívida grande´, mas, extraordinariamente, continuam a pretender isentar-se de responsabilidades na situação financeira em que a Autarquia se encontra.” – acrescenta a autarca.
Pagamento de um enorme conjunto de compromissos
"Na verdade, apenas a vontade de exercitar a argumentação justificam as afirmações de Mata Cáceres, já que o antigo autarca sabe perfeitamente que, por mudar a força política que gere a Câmara, a dívida não desaparece automaticamente. Aliás, Mata Cáceres ´esqueceu´ que foi a CDU, já na presidência da Câmara Municipal, que se responsabilizou, como não podia deixar de ser, pelo pagamento de um enorme conjunto de compromissos assumidos e não pagos que passaram de um mandato para o outro.
Foi a CDU que se viu na contingência de negociar com o Poder Central um Contrato de Reequilíbrio Financeiro no valor de 45 milhões de euros para pagar os 30 milhões de dívida que o Partido Socialista deixou e para concretizar o POLIS e o PROQUAL, um contrato que, recordemos, impôs pesadíssimas condições à gestão municipal.” – sublinha Maria das Dores Meira.
Mata Cáceres ressuscitado por conveniências internas do PS
"Foi a CDU que se viu na contingência de limitar a actividade camarária porque a situação financeira da Câmara Municipal de Setúbal era de tal forma grave que iria limitar todos os planos de investimento na próxima década.
Mata Cáceres fez por ´esquecer´ que as obras que afirma ter contratualizado não tinham garantido o devido suporte financeiro e que, se tivessem avançado, a dívida camarária teria aumentado ainda mais.
Lamento que, seis anos depois, continuemos a ser assombrados pelo ´fantasma´ político de Mata Cáceres, apenas ressuscitado por conveniências internas de alguns sectores do PS que também se esqueceram de que o antigo presidente da Câmara Municipal já foi julgado, e de forma bastante severa, pelo eleitorado setubalense." – sublinha a finalizar a Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.













