Assembleia Municipal do BarreiroTerceira Travessia do Tejo deve contemplar as vertentes ferroviárias e rodoviária
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que, para que a ponte sirva o desenvolvimento, do Barreiro e da região, deve contemplar as vertentes ferroviárias e rodoviária.

Por Jornal Rostos
Na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, Humberto Candeias, Bloco de Esquerda, colocou dúvidas sobre a informação escrita do Presidente da Câmara, nomeadamente, sobre as referências feitas ao processo que engloba a zona envolvente da Rua Miguel Bombarda e Avenida Alfredo da Silva, dado que na informação escrita o Presidente refere – “os avanços e recuos sucessivos de alguns intervenientes no processo”.
Humberto Candeias solicitou que fosse clarificado – “quais são os avanços, quais são os recuos e quem são os intervenientes nestas situações”.
Esclarecer sobre penalização do transporte individual
O deputado do Bloco de Esquerda, solicitou igualmente um esclarecimento, sobre o facto de se afirmar – “não pensamos que seja preciso penalizar o transporte individual”, e, nesse sentido pediu que se “precisasse” que se quer afirmar com esta expressão, no contexto de definição de políticas de transporte e mobilidade para a cidade.
Conhecer estudos e impactos sobre o Barreiro
Por outro lado, sobre a terceira travessia do Tejo, referiu que o argumento invocado que terá que ser uma ponte também rodoviária, porque só assim é financiável, sublinhou que este é o último argumento que nos deve preocupar, enquanto cidadãos do Barreiro.
Referiu que esse argumento do financiável – “foi o argumento de Ferreira do Amaral para construir a ponte rodoviária no Montijo, porque aquela era ponte financiável”.
“A nós deve-nos preocupar a qualidade de vida, a qualidade da mobilidade, o acesso que essa travessia pode ou não deve ter, de acordo com as suas várias modalidades” – referiu Humberto Candeias.
Na sua opinião é importante conhecer estudos e impactos sobre o Barreiro, sobre o que é ter a ponte com uma modalidade, com duas, ou com três modalidades – “quantos milhões de viaturas vamos ter aqui com uma ponte rodoviária, qual é o impacto disso em termos de qualidade de vida do Barreiro”.
BE não tem uma posição sobre opção rodoviária
Humberto Candeias defendeu que deviam existir estudos e que os mesmos deviam ser colocados à disposição, para uma efectiva participação pública – “para que todos possamos conhecer com rigor, quais são as consequências das diferentes opções, em relação à travessia”.
“Esta é uma posição em aberto. O Bloco de Esquerda não tem uma posição relativamente se deve ser, também rodoviária, ou se não deve ser rodoviária. Não há uma posição oficial sobre isso, é evidente que, por si só, não se pode dizer que vai significar mais trânsito automóvel, no conjunto das travessias, até porque pode haver mais distribuição e mais fluidez no trânsito, pode haver até menos poluição, mas isso, são apenas suposições, é preciso haver um estudo efectivo, para que possa haver uma discussão com sentido e conhecimento de quais são as previsões que isso pode acarretar para o Barreiro e para a sua qualidade de vida”.
Há deficit de informação e de discussão sobre nomeações
Humberto Candeias, referiu, que não tem havido informação suficiente sobre nomeações – “nós não estamos no Executivo” – e algumas informações que surgem – “são novas para nós” – nomeadamente as nomeações de 20 em 27.
“Há deficit de informação e de discussão sobre aquilo que a Assembleia Municipal já aprovou aqui, na última Assembleia” no que diz respeito a nomeações de chefias.
“A situação que existe não é positiva, isto gera a situação de nomeações em que pairam dúvidas, sobre a competência das pessoas para esses cargos e os critérios subjacentes. É negativo para o desempenho dos serviços, para o desempenho e para a imagem das pessoas e urge romper com este ciclo que já vem de trás, e que agora continua, de nomeações que não são claramente por mérito, claramente por curriculum” – salientou Humberto Candeias.
Na sua opinião “deve haver um esforço muito grande, seja qual for a força política que esteja no executivo, no sentido de romper com essa tradição, porque de outro modo os serviços sentem-se e não há capacidade, nem as melhores condições para exercer as funções que estão cometidas”.
Posturas pessoais e políticas
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, esclarecendo as questões colocadas pelo Bloco de Esquerda, sublinhou que sobre “os avanços e recuos” referidos pelo Bloco de Esquerda referiu que “é preciso ver a frase no seu contexto e não a descontextualizar e se virmos a frase no se contexto, não queremos com isso fazer acusações aos investidores ou a com quem estamos a negociar, mas, tem a ver com posturas pessoais e políticas, é nesse sentido”.
Privilegiar o transporte colectivo
Por outro lado, relativamente às questões do transporte individual, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que – “nós temos a opinião que é preciso fazermos todos um esforço, aqui todos, digo particularmente o Governo, que é quem tem competência para o fazer, mas as autarquias também podem dar contributos importantes, no sentido de privilegiarmos o transporte colectivo”.
Na sua opinião, é uma questão central – “privilegiar o transporte colectivo, o transporte público, isso, não passa, por uma opção estratégica de penalizar o transporte individual, mas, pelo contrário, por privilegiar o transporte colectivo, que são coisas distintas, porque uma coisa é fomentar o transporte público, outra coisa é penalizar o transporte individual. É com este sentido que é feita essa afirmação”.
É útil para o desenvolvimento que a ponte seja rodoviária
Por outro lado, relativamente à terceira travessia do Tejo, Carlos Humberto salientou que – “cada um de nós pode ter a sua opinião pessoal, política, partidária, de objectivos, agora o que eu quis dizer, é que nós temos uma visão de desenvolvimento nacional, temos uma visão de desenvolvimento do concelho, e, consideramos que para o desenvolvimento do concelho, inserido numa estratégia de desenvolvimento regional é útil que haja um terceira travessia do Tejo e que essa terceira travessia do Tejo, para além dos modos de transporte ferroviário, tenha o modo de transporte rodoviário.”
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que – “não estamos a dizer que queremos a terceira travessia com carros, porque assim chegamos mais depressa a Lisboa, não é isso que estamos a dizer, o que nós dizemos é que temos uma visão do desenvolvimento, no qual a ponte é um contributo importante para esse desenvolvimento”.
O Bloco não tem estudos para optar
“Se o Bloco de Esquerda não tem posição sobre a ponte rodoviária, está no seu direito, o facto de não o ter, não quer dizer que eu, enquanto Presidente da Câmara, não tenha posição.
E o facto do Bloco de Esquerda, eventualmente, também não ter posição sobre a ponte ferroviária, porque concerteza, também não tem os estudos, dado que referiu que não tem estudos para fazer a opção rodoviária, certamente também não tem estudos para fazer a opção ferroviária, isso é uma questão que diz respeito ao Bloco de Esquerda. Que tem todo o direito de ter a sua posição, mas essa não é a posição do Presidente da Câmara” – referiu a finalizar Carlos Humberto, acrescentando que – “tendo em vista que estamos num momento crucial de opções, a posição do Presidente da Câmara é que a ponte deve ter a opção rodoviária e, aqui, a transmitiu à Assembleia Municipal a sua posição como já o tem vindo a fazer publicamente”.
Não confundir política e gestão com partidarismo
“Somos interventores políticos e todos nós assumimos esse papel. Não há gestão inócua, não há gestão que não tenha carga política. Eu assumo que faço gestão e que faço gestão política.
Mas, é preciso não confundir política e gestão com partidarismo. E eu, também tenho opções partidárias, que assumo, claramente, como todos conhecem há muitos anos.
Mas, acho que não vale tudo, e não é com acusação de falta de transparência que as pessoas passam a ser isso que se acusam. Não aceito o capacete.
E, muito menos em relação aos recursos humanos, além do que já referi, procurámos respeitar os serviços e as estruturas, não quisemos criar estruturas e serviços paralelos. Não o faremos.” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro
Recuso tal forma de analisar o problema
Carlos Humberto salientou que – “relativamente às Chefias, é preciso sermos claros. Foram criados 7 Departamentos e foram nomeados 3 Directores de Departamento. Foram criadas 26 Divisões e foram nomeados 19, mais um, Chefe de Divisões.
Os três Directores de Departamento são do Quadro da Câmara. Dos 20 Chefes de Divisão, apenas dois não pertencem ao Quadro da Câmara.
Os quatro projectos municipais são todos do Quadro da Câmara.”
Neste contexto refutou criticas de – “pôr os amigos nos sítios” e que “as nomeações foram partidárias.”
“Eu recuso tal forma de analisar o problema. Isso não corresponde à verdade. Isso é mentira. Analisem cuidadosamente, quem era Chefe de Divisão e deixou de o ser, e quem não era e passou a ser, ma, não façam afirmações balofas, vagas, gerais, vamos ao concreto, um a um, eu não defendo isso, Mas estou disponível para isso, se me desafiarem para tal.” – referiu o autarca.
Conhecer os estudos e deve haver participação
Humberto Candeias, referiu que relativamente às questões colocadas pelo Bloco de Esquerda, nomeadamente no que diz respeito às questões dos avanços e dos recuos, das Cordoarias e da Avenida Alfredo da Silva – “o Presidente não respondeu, respondeu não respondendo”, sublinhando que o discurso do Presidente da Câmara não “favorece a informação e o confronto politico”.
Acrescentou, ainda, que sobre as questões do transporte individual, que não é possível ser pela opção do transporte público, sem se atender a alguma restrição do trânsito automóvel.
Por fim, relativamente à terceira travessia, sublinhou que a posição do Bloco de Esquerda, é que – “devem conhecer-se os estudos, deve haver participação”, referindo que os “estudos não são apenas para justificar as opções”.













