Câmara Municipal do BarreiroUtilização do Auditório Municipal Augusto Cabrita pelo PCP foi tema de polémica
A Vereadora Regina Janeiro sublinhou a cedência foi feita de acordo com Regulamento, aprovado pela gestão socialista.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro disponibilizou para consulta ao Vereador Emídio Xavier, os documentos internos da autarquia de cedência do Auditório e uma cópia do cheque da liquidação da sua utilização.

Por Jornal Rostos
O Vereador Amílcar Romano, no ponto antes da ordem do dia, na reunião da Câmara Municipal do Barreiro que, ontem, decorreu no Centro Comunitário do Lavradio, criticou o facto do Auditório Municipal Augusto Cabrita ter sido utilizado para a realização da Assembleia Concelhia do Partido Comunista Português.
Referiu o autarca socialista que “fiquei admirado” por ser utilizado para aquele fim um “espaço com as características” destinado a outro tipo de “programas”.
Na sua opinião o Auditório Municipal Augusto Cabrita deveria ser “preservado” da realização de “iniciativas de índole partidária”, sendo apenas utilizado para actividades “estritamente culturais e recreativas” e, portanto, “nunca de carácter partidário e político”.
Referiu Amílcar Romano que este “é um precedente que fica” e, neste contexto, referiu o Regulamento que, na sua interpretação não permite que no Auditório Municipal Augusto Cabrita sejam realizadas iniciativas partidárias.
Amílcar Romano, perguntou : “Vamos manter o regulamento?”
O Regulamento foi cumprido
Regina Janeiro, salientou que começava a interrogar-se sobre “o trabalho de casa que o Vereador Amílcar Romano faz”, referindo que são “achegas que nos agradam”.
No entanto, a autarca sublinhou estar preocupada com “a visão politica” que tem o Vereador Amílcar mano.
No entanto, considerou que a preocupação do autarca socialista com, os pormenores, das actividades desenvolvidas pelo seu pelouro, ele que na gestão socialista foi responsável por esta área, é, também uma prova que “temos iniciativas” e que “estamos a trabalhar muito”.
Sobre a utilização do Auditório Municipal Augusto Cabrita, referiu que no Regulamento, aprovado na gesta socialista, aprovado em 27 de Outubro de 2004, estão previstas taxas para a utilização do referido Auditório por forças políticas.
“Foram os senhores que aprovaram o Regulamento eu não estava cá” – salientou Regina Janeiro, esclarecendo que a utilização do Auditório Municipal Augusto Cabrita, pelo Partido Comunista Português, para a realização da sua Assembleia Concelhia, foi concretizada, de acordo com o Regulamento.
Cuidado com a gestão do AMAC
Emídio Xavier, referiu que na sua gestão, “nunca o AMAC foi utilizado por forças “politicas partidárias” e recordou que uma única vez foi cedido ao Sindicatos da Intersindical de Setúbal para realizarem uma iniciativa de âmbito distrital.
Emídio Xavier perguntou : “Quanto custou?” ao PCP a utilização do Auditório Municipal Augusto Cabrita para a realização da sua reunião concelhia.
E alertou para se ter “cuidado com a gestão do AMAC”.
Colocou algumas notas sobre o facto de o PCP ter pago, facto que desconhecia.
Foi cedido de acordo com o Regulamento
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que pelas intervenções efectuadas, parecia que existia dúvidas se o “Regulamento foi cumprido” e, na sua opinião o Vereador Amílcar Romano “enganou-se”, porque “o Regulamento foi cumprido”.
Carlos Humberto, referiu que tem o seu direito de “ter opinião se deve ou não ser cedido”, mas, acrescentou deve ficar esclarecido que “foi cedido de acordo com o Regulamento”.
Por outro lado, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que o Auditório Municipal Augusto Cabrita, foi solicitado em 25 de Janeiro de 2006, pelos circuitos normais da autarquia e disponibilizou para consulta ao Vereador Emídio Xavier, os documentos internos da autarquia e uma cópia do cheque da liquidação da utilização do AMAC, de acordo com o previsto no Regulamento.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro lamentou a forma como os eleitos do Partido Socialista colocam os problemas, nomeadamente, criticou Emídio Xavier de fazer insinuações, facto que o autarca socialista refutou, tendo Carlos Humberto referido – “são as contradições que é hábito”.
“Não e a primeira vez que tem estas dúvidas” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.













