Presidente da Câmara do Montijo, Amélia AntunesOTA uma boa solução e a melhor solução para Portugal

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral da Declaração de Amélia Antunes, Presidente da Câmara Municipal do Montijo :
A opção pela OTA
A Câmara Municipal de Montijo tem vindo, desde 1998, a pronunciar-se favoravelmente à construção do novo aeroporto na OTA e desfavorável às soluções propostas para a margem sul do Tejo (Alcochete, Montijo e Rio Frio, no passado, e às ideias “peregrinas” de Faias e Poceirão no presente).
As diversas localizações, passadas e presentes, na margem sul do Tejo, constituam locais de enorme importância ecológica e económica.
Faias, de que muito se tem falado nos últimos dias, é uma zona contígua a Rio Frio, uma localização condenada pelos estudos de impacte ambiental já realizados.
As Reservas Naturais dos Estuários do Tejo e do Sado, a enorme mancha de montado de sobro existente na região, as áreas agrícolas protegidas, constituídas pela Reserva Agrícola Nacional, Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000 são razões mais do que suficcientes para rejeitarmos a construção do novo aeroporto nos diversos locais apontados para a margem sul do Tejo.
Não é por acaso que no RELATÓRIO DA CONSULTA DO PÚBLICO sobre o Estudo de Impacte Ambiental referente ao “NOVO AEROPORTO DE LISBOA”, feito em Maio de 1999, a maioria das associações ecologistas pronunciou-se contra a localização do novo aeroporto em Rio Frio e a favor da solução OTA.
Os diversos estudos elaborados permitiram ao Governo, em 1999, avançar com a decisão de construir o novo aeroporto na OTA, uma decisão corroborada por governos do PS e do PSD.
Para a Câmara Municipal de Montijo não são os exclusivos interesses económicos locais que nos levam a optar por qualquer localização no concelho de Montijo ou na Península de Setúbal, se assim fosse não era difícil acolher qualquer solução nesta margem.
As nossas preocupações são, antes de mais nacionais, porque as Reservas Naturais, o montado de sobro, a reserva agrícola nacional, o colonato de Pegões, o aquífero subterrâneo da Península de Setúbal são valores ecológicos, culturais, económicos e sociais que ultrapassam a importância local ou regional.
A localidade de Faias é, mesmo, em matéria de captação de água a zona mais rica do concelho, onde é possível a captação de uma quantidade de água de 60 litros por segundo.
Por assim ser, a CM de Montijo apoia a decisão do governo português de construir o novo aeroporto na OTA, uma decisão que já teve a concordância de Bruxelas, que já pagou oito milhões de euros na elaboração de estudos sobre o empreendimento.
Perante os estudos elaborados por entidades credíveis que apontam a OTA como a melhor solução para Portugal, não é muito sensato embarcar em soluções “peregrinas” de última hora, soluções propostas por técnicos que podiam ter apresentado esses estudos desde 1999 e não o fizeram.
A Câmara Municipal de Montijo, confiante nas potencialidades da engenharia civil portuguesa para contornar diversas adversidades físicas colocadas pela geografia da OTA, confiante nos estudos elaborados por entidades credíveis e confiante no Governo português, acredita que a OTA, mesmo comportando riscos e possuindo pontos fracos, é, apesar de tudo, uma boa solução e a melhor solução para Portugal e para os portugueses.
Montijo, 28 de Março de 2007
A PRESIDENTE DA CÂMARA
Maria Amélia Antunes













