Polis em SetúbalA zona verde da Avenida Luísa Todi vai duplicar

Por Jornal Rostos
O coordenador da equipa projectista das intervenções Polis em Setúbal sublinhou que, após a conclusão da requalificação da Avenida Luísa Todi, os munícipes tenderão a sentir-se legitimados a exigir dos autarcas soluções para outros espaços nas áreas envolventes àquela artéria e que não estão incluídos na intervenção.
A presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, aproveitou a oportunidade para informar os presentes de que a Autarquia está a elaborar uma candidatura a apresentar ao Instituto de Turismo em que a "âncora será a Casa da Baía" - a instalar junto da Rotunda dos Golfinhos, num imóvel municipal - ao redor da qual "o projecto vai-se desenvolver no sentido de se recuperarem esplanadas e o interior do centro histórico da cidade, como por exemplo a zona da Fonte Nova".
O arquitecto Vítor Casimiro, um dos técnicos projectistas do Polis Setúbal, fez uma breve apresentação sobre a futura estrutura viária da Avenida Luísa Todi e referiu que a faixa Norte, a mais próxima do edificado da Baixa da cidade, servirá transportes públicos - autocarros e táxis - bem como movimentos de cargas e descargas e veículos prioritários.
O público, que participou em grande número no período destinado ao esclarecimento de dúvidas, manifestou outras preocupações, como os prazos de conclusão das obras, o futuro de determinados espaços não incluídos na empreitada da Avenida e o estacionamento na Baixa.
O vereador do Urbanismo, André Martins, afirmou que as obras têm de estar concluídas até 30 de Setembro de 2008, sob pena de terminar o financiamento público. "Acredito que ainda estamos dentro do prazo", acrescentou.
O autarca referiu que a Câmara Municipal sugeriu três alterações ao projecto, as quais, indicou, também contribuem para o cumprimento dos prazos. Uma delas é abdicar da construção de uma passagem desnivelada junto do Pingo Doce, a outra tem a ver com a não deslocação da Fonte das Ninfas e a terceira refere-se a dedicar a faixa Norte da Avenida a transportes públicos, cargas e descargas e veículos prioritários.
Maria das Dores Meira também abordou os atrasos que afectaram o início do programa de requalificação em Setúbal, o que contribuiu para as obras começassem tarde, apontando como motivos os prazos de actuação e a disponibilização de verbas.
A autarca afirmou que, apesar de tudo, em termos de obras públicas do Polis, a empreitada do Largo José Afonso já está concluída e a do Parque Urbano de Albarquel deve terminar dentro de 15 dias, estando prestes a iniciar-se a grande intervenção na Avenida Luísa Todi.
Relativamente às soluções que a Autarquia procura para determinados imóveis de interesse e espaços não abrangidos pela intervenção Polis, a presidente da Câmara Municipal deu como exemplo o Quartel do 11. "Temos insistido com o Ministério da Defesa para que nos ceda o edifício para podermos reabilitá-lo e utilizá-lo como um espaço cultural e de venda de artesanato regional mas não obtemos resposta positiva. Até para podermos pintar o exterior do Quartel, no âmbito das comemorações do 10 de Junho, tivemos de nos socorrer da Presidência da República."
No que respeita às preocupações dos intervenientes do público relacionadas com o estacionamento, Manuel Salgado destacou que embora a zona Polis da Avenida fique com menos capacidade de parqueamento automóvel, o inverso se verificará com a construção de silos automóveis e parques de estacionamento na periferia do Centro Histórico.
Na sessão de ontem, promovida por Câmara Municipal e Sociedade Setúbal Polis, os técnicos que integram a equipa projectista da intervenção Polis deram, também, a conhecer as alterações previstas no que respeita à estrutura verde e ao mobiliário urbano.
A zona verde da Avenida Luísa Todi vai duplicar, passando dos cerca de 11 mil metros quadrados para perto de 21 mil. Mais de 300 novas árvores serão plantadas o que, acrescendo às existentes, dotará a Avenida de um total de cerca de mil árvores.
Os bancos existentes nos jardins são para manter e os novos serão iguais aos actuais. Dois quiosques, um parque infantil e uma zona de esplanadas são para já algumas das propostas de mobiliário e equipamentos para a zona de intervenção.













