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Bastidores

Vereadores PSD – SetúbalNão pomos em causa a qualidade do projecto

. CDU teve um comportamento prepotente

“Verificámos que a Presidente da Câmara e os restantes vereadores da CDU não estão à altura dos acontecimentos duma cidade e concelho com a relevância de Setúbal. Não têm capacidade de gestão e refugiam-se numa patética vitimização. São eles próprios os responsáveis pelos insucesso das suas políticas” – sublinharam, hoje, em conferência de imprensa os vereadores do PSD, eleitos na Câmara Municipal de Setúbal.

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Vereadores PSD – Setúbal Não pomos em causa a qualidade do projecto

Por Jornal Rostos

Os vereadores eleitos pelo PSD na Câmara Municipal de Setúbal, hoje, em conferência de imprensa, sublinharam que – “sempre se bateram publicamente pelo licenciamento de todas as intervenções no âmbito do Programa POLIS”.
Referem os vereadores sociais democratas que a “SetúbalPolis” é uma sociedade detida 40% pela Câmara e 60% pelo Estado, mas o Conselho de Administração é composto por dois membros do Executivo Camarário – Presidente da Câmara e Vereador do Urbanismo – e apenas um representante do Estado – “a gestão maioritária é assegurada por autarcas”.

Intervenção não requalificou a zona

“Apesar da obrigação legal de licenciamento, o Conselho de Administração desta sociedade decidiu, durante o mandato anterior, efectuar, à margem da lei, a obra de construção do anfiteatro no Largo José Afonso, mais conhecido como Parques Escolas, junto à Avenida Luísa Todi.
Para além disso, essa intervenção, que teve um custo de 4,5 milhões de euros, foi realizada à margem da audição à população, das forças vivas de Setúbal e do Executivo camarário, numa atitude autista, mas fundamentada na maioria absoluta obtida por Carlos Sousa.
Considerámos, então, que esta intervenção não requalifico convenientemente a zona circundante ou a própria cidade, uma vez que o equipamento construído não tem sido praticamente utilizado, seja pelo predomínio dos ventos, seja pela atractividade que gera, como prevíamos” – salientaram os vereadores do PSD.
Recordam que, em 5 de Julho de 2006, - “apesar da obra se encontrar já realizada” Carlos Sousa, “propôs a isenção de licenciamento da intervenção no Largo José Afonso, o que foi rejeitado pelo PSD e pela maioria do executivo”.

POLIS devia ser apresentado em reunião de Câmara

De acordo com os vereadores do PSD – “a CDU conhecia a posição das oposições – PSD e PS – relativamente a esta questão” nomeadamente que – “as intervenções do POLIS teriam que ser apresentadas e discutidas em reunião de Câmara, no sentido de obter o licenciamento municipal das mesmas e obter o maior consenso possível entre as forças políticas”.
“No entanto, a CDU decidiu trilhar outro caminho: ao arrepio da representatividade da Câmara Municipal, onde não tem a maioria absoluta, os autarcas da CDU, Presidente e Vice Presidente da Câmara, como membros do Conselho de Administração da sociedade POLIS, decidiram lançar concurso de concepção/construção de intervenção na Avenida Luisa Todi, bem como adjudicar a mesma intervenção, à revelia do Executivo camarário, ainda no ano de 2006” – referem.
Salientam os vereadores do PSD que – “praticamente em todas as reuniões de Câmara, desde Julho de 2006” questionaram “o estado em que se encontrava o andamento dos projectos relativos ao POLIS”.
“Os vereadores da oposição apenas tinham conhecimento do Programa POLIS pelas noticias publicadas pela comunicação social” – salientam.

CDU teve um comportamento prepotente

“Alertámos para as enormes reservas que tínhamos relativamente às noticias vindas a público sobre a intervenção na Avenida Luisa Todi, em especial, a questão das acessibilidades à baixa da cidade e a alteração de tráfego.
No entanto, não fomos ouvidos. A CDU teve um comportamento prepotente relativamente a todo este projecto, apenas possibilitando, tardiamente, a discussão parcelar do projecto em sessões abertas ao público. Mas, para desgosto da mesma CDU, as opiniões dos residentes, dos comerciantes e dos fruidores da baixa da cidade foram sempre negativas.
Mesmo assim, continuaram a manter a proposta de encerramento da faixa norte da Avenida Luisa Todi aos veículos, bem como acabar com o estacionamento que a mesma possibilita e que tanto contribui para que o casco velho da cidade, cada vez mais degradado, ainda seja visitado” – salientaram os vereadores sociais democratas, na conferência de imprensa.

Não pomos em causa a qualidade do projecto

Acrescentaram os vereadores do PSD que – “só tiveram a possibilidade de ter um conhecimento superficial do projecto na véspera da última reunião de Câmara, numa sessão com o Arquitecto Manuel Salgado.”
“Não pomos em causa a qualidade do projecto, no sentido em que os técnicos elaboraram o projecto que lhes foi pedido pela sociedade POLIS. Por isso, o projecto, em termos globais, tem um conteúdo político, mais do que técnico” – salientam os vereadores do PSD.

Refugiam-se numa patética vitimização

“Apresentado este quadro de procedimento vergonhoso dos eleitos pela CDU, não restava à oposição senão rejeitar o projecto nos moldes em que o mesmo foi concebido e apresentado” – sublinham.
“Verificámos que a Presidente da Câmara e os restantes vereadores da CDU não estão à altura dos acontecimentos duma cidade e concelho com a relevância de Setúbal. Não têm capacidade de gestão e refugiam-se numa patética vitimização. São eles próprios os responsáveis pelos insucesso das suas políticas” – acrescentam os vereadores do PSD.

POLIS não vai ao encontro das necessidades

“Nunca quiseram dialogar com a cidade, na sofreguidão de terem alguma obra de fachada para mostrar em 2009, sem se preocuparem com os reais interesses daqueles que aqui vivem, sem se incomodarem em recuperar a baixa da cidade, essa sim a necessitar urgentemente de uma intervenção como reconheceu o Arquitecto Manuel Salgado” – salientam os vereadores do PSD.
Recordam que – “votámos a favor da Avenida Todi, a favor do Mercado do Livramento, a favor do comércio e da possibilidade dos residentes e visitantes poderem continuar a aceder com facilidade à baixa comercial, uma vez que a intervenção do POLIS, tal como ela foi apresentada em reunião de Câmara, como temíamos, não vai ao encontro das necessidades e das aspirações dos setubalenses – a circulação rodoviária, a falta de estacionamento e as consequentes implicações negativas no comércio e na vida da baixa de Setúbal”.
A finalizar, os vereadores do PSD, sublinham – “Setúbal merece melhor. Fazemos votos que a CDU saiba assumir as suas responsabilidades na política prepotente, não dialogante, que executou relativamente ao Programa POLIS, pois tudo fez à revelia da maioria dos eleitos da Câmara Municipal e das populações de Setúbal”.

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